As rotinas de Comunicação no Colégio Loyola: TV e peças gráficas

Como falamos no nosso primeiro post sobre Comunicação na Escola, estamos acompanhando a gerência de Comunicação do Colégio Loyola, em BH. Na segunda visita conversamos um pouco sobre os desafios de se trabalhar nessa área no setor educacional e conhecemos um pouco mais das ações realizadas pela equipe: a TV Loyola e a criação de peças gráficas.

Da esquerda para direita: Fernanda Zuccheratto, Dayse Lacerda e Paulo Batista.

TV escolar: Idades diferentes, públicos diferentes

A TV Loyola é um canal de comunicação bem peculiar da escola. São TVs espalhadas por todo o espaço do colégio que exibem recados, dicas e outras informações relativas ao dia a dia da escola. Conversamos com a Fernanda Zuccheratto, atual estagiária do período da tarde que, sob a supervisão da gerente Dayse, cuida das ações da TV.

Fernanda nos mostrou o operacional da programação. A escola usa uma plataforma que permite a gestão de conteúdo das TVs. Nela, a equipe pode incluir, por exemplo, recados corriqueiros, como aniversário dos colaboradores e datas importantes, em templates pré-definidos. O legal dos templates é que agiliza muito o trabalho e permite um planejamento de médio prazo. A plataforma possibilita agendar determinado conteúdo definindo a data de início e de fim.

A produção de conteúdo para as TVs não se resume aos comunicados. A equipe também  produz vídeos sobre diversos temas relacionados à escola. A ideia, na verdade, é que essa produção só aumente daqui pra frente. Nesses casos, a atenção se volta para o material visual e, no caso de falas, é preciso incluir legendas, já que as TV não transmitem som. É um desafio, não só pelo tempo que isso toma, mas também para garantir que a imagem – estática ou em movimento – consiga captar a atenção de quem está passando.

Outro desafio são as limitações técnicas da plataforma. Apesar das facilidades que o novo gestor de conteúdo introduziu, ele também tem alguns limites. Um deles, por exemplo, é a ordem da programação. A equipe não tem a liberdade de mudar a sequência dos vídeos, porque ela é predeterminada pela plataforma. Muitas vezes, portanto, a ideia de criar uma “conversa” entre os conteúdos tem que ser deixada de lado ou contornada de outras maneiras. O tempo dos vídeos também é um fator limitante. Na plataforma, os espaços para inclusão de vídeos tem tempos predeterminados e “fechados”. Isto é, se há um vídeo de 18s para ser colocado na programação, a equipe tem que reduzi-lo para 15s ou aumentá-lo para 30s. Difícil, né?

O mais interessante da TV Loyola é também um desafio. O gestor de conteúdo permite que a programação seja diferente de TV para TV. Isto é, a equipe pode colocar um vídeo em apenas algumas TVs, possibilitando conversas diferentes com públicos diferentes. Essa segmentação é muito importante para garantir a eficácia do canal de comunicação. Mas vira um desafio quando o público é tão diverso como o de uma escola. Já pensou em produzir conteúdos para um espectro tão grande que vai desde alunos de 6 anos até os funcionários de uma escola?

TV Loyola no Youtube

A TV Loyola é, também, um canal no YouTube. De maneira geral, o canal funciona como um suporte dos vídeos usados nas outras redes sociais e, também, como o canal para vídeos maiores e com som. Sim! Obviamente, no YouTube, os vídeos de conteúdo são postados na íntegra e, diferente das TVs da escola, com som e sem legenda. Nesses casos, uma prévia do vídeo pode ser colocado nas TVs chamando para o canal na internet.

Peças Gráficas

Também batemos um papo com o Paulo Batista, estagiário que cuida de toda a parte de design dentro das rotinas de Comunicação do Loyola. É ele a “ponte” entre a Escola e a Agência Novos Conceitos, responsável por algumas dessas demandas de criação de peças gráficas.

Resumidamente, o Paulo fica com tudo o que é Offline, que geralmente são as demandas internas do Loyola (diagramação e criação de cartazes e banners por exemplo) e a Novos Conceitos concentra a produção Online, desenvolvendo as demandas de maior visibilidade externa, como os posts para Facebook e Instagram. Claro que os materiais desenvolvidos pela agência precisam ser aprovados pela equipe de Comunicação do Loyola, e, nesse processo, algumas coisas são adaptadas de acordo com as necessidades da Escola.

Aliás, esse é um problema que foi apontado pelo Paulo durante a entrevista. Ele contou que nessa relação com a agência é normal acontecerem alguns conflitos do ponto de vista da criação. Alguns dos materiais produzidos por eles não se adequam, por exemplo, a visão da Escola e outros aspectos,e acabam tendo que ser mudados.

 

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