Av. Antônio Carlos – (Falta de) Ciclovias e Passarelas

PAUTEIROS: Giselle Ferreira, Júlio Oliveira e Luisa Lóes

FOCO: Carência de obras estruturais que incentivem e possibilitem a locomoção de pedestres e ciclistas na av. Antônio Carlos. O trânsito destes se encontra prejudicado pelas últimas reformas implementadas na avenida, que acarretam mudanças nos pontos de ônibus e no sentido de mão e contra-mão das vias sem que haja a devida sinalização.

ABORDAGEM: Na contramão das tendências do planejamento urbano internacional, não foi reservado espaço para ciclovia nas obras realizadas na Av. Antônio Carlos. Não só o ciclista sai prejudicado. A avenida, em obra desde 2007, expõe o pedestre a riscos constantes e o motorista a um fluxo de tráfego fora do comum. Devido às obras, são constantes as mudanças na localização dos pontos de ônibus, sentido de mão e contramão de faixas de carros e acesso à faixa de pedestre; tudo isso com parca sinalização, sem contar que passarelas são praticamente inexistentes. A reportagem visa denunciar a situação e apontar caminhos possíveis ouvindo a população atingida, a prefeitura e movimentos sociais engajados nessa questão.

FONTES:

Massa Crítica BH.  Massa Crítica é um movimento social global de ocupação, organizada e massiva, de ruas e espaços públicos por indivíduos com veículos de propulsão humana. Blog do movimento em Belo Horizonte.

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– Assessoria BHTrans – José Afonso Melo – 3379-5530/3379-5532 – imprensa.bhtrans@pbh.gov.br

PERGUNTAS

Centrais:

1. Por que o transporte alternativo não é incentivado na cidade, e em especial, na av. Antônio Carlos, que tem a UFMG como grande pólo de fluxo?
2. Existem previsões de implementação de ciclovias/ciclofaixas? Como elas foram/estão sendo programadas? De onde vão e para onde partem?
3. A população do entorno da avenida e os estudantes da UFMG tem algum poder de decisão nos projetos?
4. Há previsão de outras estruturas de transporte alternativo ao longo da avenida? Quais?
5. Quais são as estatísticas de quem desafia o trânsito do corredor Antônio Carlos para chegar à UFMG?
6.De onde saem a maioria desses ciclistas? Como é possível fazer com que o número cresça, em especial entre os estudantes residentes nos bairros da Pampulha?

Secundárias:

1. O BRT resolve o problema de mobilidade urbana na Avenida Antônio Carlos? Como?
2. Em caso de resposta negativa na pergunta anterior, qual era a melhor opção e por que ela foi preterida?
3. Ele é a solução em termos de melhor custo-benefício?
4. O que a prefeitura fez, antes da implementação do novo projeto, para diminuir os impactos negativos ocasionados durante a obra?
5. Houve deliberação com a população?
6. Por que o prazo para conclusão das obras não está sendo respeitado? Quais medidas estão sendo tomadas para diminuir os transtornos causados pelos atrasos?

Sites de consulta:

Avenida Antônio Carlos vira área de perigo para pedestres – OTEMPO 19/07/12

Mountain Bike BH

Blog do Massa Crítica BH

Site governamental com informações oficiais sobre a reforma da av. Antônio Carlos.

BRT Informações

BRT Informações, por Ramon Victor

3 comments

  • Laura Veloso

    Também gostei da pauta e gostaria de usá-la como referência para minha matéria. O foco seria a falta de ciclovias e estacionamento para bicicletas aqui no Campus Pampulha.

  • Carlos Dandrea

    Oi, grupo, duas observações sobre as pautas de vocês:
    – Mais do que “denunciar” (partindo de um pré-suposto de que nada foi feito, de que as obras são equivocadas etc), penso que a matéria pode “discutir” a falta de prioridade a este tipo de transporte. Ainda que denuncie algumas ou várias coisas, nessa abordagem sugerida evitamos um tom meramente acusatório.
    – As questões secundárias são bem mais amplas e, embora importantes para entendermos o contexto, coincidem com as discussões de outras pautas. Repórter, é bom estar atento!

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