#DataMapa População com energia elétrica em Minas Gerais

Por Mariana Gonzaga

Minas Gerais é um estado enorme e plural, com muitas desigualdades em seu interior. Ao criar infográficos de mapas dos seus municípios, com o software CartoDB, a tentativa é de deixar mais claras e visíveis essas diferenças. Foram analisados dados do percentual de pessoas com energia elétrica, relativos aos anos de 1991 e 2000 (Fonte: Ipea). Esses dados são indicativos também de outras questões de infraestrutura, em geral.

 

População com energia elétrica em 1991

A energia elétrica é um recurso de grande importância para a vida das pessoas, mas foi observado que, no início da década de 90, poucos municípios tinham mais de 90% de sua população com acesso a ela. Muitos apresentavam percentuais extremamente baixos, como Novo Cruzeiro, com 23,61%, enquanto outros tinham percentuais muito altos, como Uberaba, com 99,27%. A desigualdade era enorme, especialmente entre as regiões norte (Jequitinhonha e Norte de Minas) e centro-sul (Triângulo Mineiro, Sul de Minas, Região Metropolitana de Belo Horizonte).

População com energia elétrica em 2000

Com o passar dos anos, todas as cidades, sem exceção, tiveram melhorias na questão da energia elétrica. No ano 2000, apesar de muitas ainda apresentarem percentuais abaixo de 60%, a evolução é clara. O município de Novo Cruzeiro, citado anteriormente, passou de 23,61 para 53,16%, e Uberaba de 99,27 para 99,55%. Essas duas cidades são exemplos que ilustram o que aconteceu também com o resto do estado. No norte, os percentuais aumentaram muito pois havia grande espaço para isso, enquanto no centro-sul eles também aumentaram, mas pouco, pois já estavam próximos do ideal.

Veja o mapa do ano de 2000 a seguir:

Percebe-se que as regiões com maior infraestrutura são aquelas mais ao sul do estado (em azul escuro) em contraste com aquelas do norte, que apresentam maior variação de cor.

Outro modo de perceber isso é com o gráfico de bolhas: quanto maior o círculo, maior o percentual. Nota-se alta homogeneidade de tamanho das bolhas ao sul, com algumas muito pequenas destacando-se ao norte.

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Mapa de Minas Gerais – Percentual de pessoas com acesso a energia elétrica.

A seguir, um mapa com as regiões, para facilitar a visualização.

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Mapa de Minas Gerais – Mesoregiões.

 

Conclusão

Apesar de ainda existirem desigualdades entre as regiões norte e centro-sul do estado de Minas Gerais, percebe-se que elas têm sido diminuídas com o passar dos anos. Espera-se que essas melhorias continuem, para que os mineiros tenham uma boa qualidade de vida em todo o estado.

Equipe

Mariana Gonzaga 

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6 comments

  • saulogargiulo

    Boa noite. Realmente a representação ficou um pouco confusa, tanto pela escolha de modelo de gráfico quanto pela cor predominantemente azul em si. Ressalto o tema abordado, muito atual e relacionado a crise hídrica do país. Dados assim podem apontar direções se vistos, revistos, e trabalhados.

    Abraço.

  • Gabriela Freitas

    Olá!

    O gráfico de bolhas ficou muito confuso! Imagino que ele seria legal pra outras visualizações, mas é interessante perceber que, mesmo estando com muita informação sobreposta, pudemos visualizar bolinhas pequenas representando a carência de energia elétrica no norte de Minas. O primeiro mapa é excelente pra visualizar o contraste que existe no nosso estado.

    Uma dica que eu acho que enriqueceria o trabalho seria fazer um outro mapa ilustrando o que foi dito no texto (um mapa no início dos anos 90 em comparação com o de 2000). Espero que a situação tenha melhorado dos anos 2000 pra cá!

    • Mariana Gonzaga

      Olá Gabriela, no desenvolvimento do trabalho explico meus motivos para não utilizar um mapa de 1991.
      O mapa de bolhas serve simplesmente para ilustrar como existe uma grande homogeneidade na maior parte do estado, com exceção da região mais ao norte.

  • Luís Felipe Garrocho

    Acho que o título pode ser mais indicativo. Algo como “acesso a energia” ou “população com energia elétrica”. Algo que indique melhor o escopo do trabalho.

    Uma pena a questão do mapa – para compensar, acho que cabe falar um pouco melhor sobre a situação energética do estado em 91 antes de colocar o mapa que você fez. Do jeito que está fica meio estranho, porque a gente vê um mapa de 2000 para logo em seguida falar dos anos 90. Separa em tópicos, começa com os anos 90, passa pro mapa, faz a análise e em seguida conclui.

    • Mariana Gonzaga

      Olá Luís, obrigada pelas sugestões, foi mesmo uma pena a questão do mapa. Com ele, teria sido muito mais clara a visibilidade das desigualdades da época e da evolução ocorrida com o tempo.