#DataMapa Representação feminina na política de MG

O processo de produção do trabalho se dividiu em três partes: 1) banco de dados, 2) mapa e 3) estudo de caso.

1) Banco de dados

Para montar o banco de dados no CartoDB, software utilizado para a construção do mapa, precisamos fazer o cálculo da porcentagem de mulheres vereadoras nas câmaras municipais de cada uma das 853 cidades mineiras – nossa proposta inicial. O segundo passo foi transferir essas porcentagens para o programa. A última das alterações feitas na base de dados foi quanto ao nome das cidades: por conta de um erro de codificação, acentos e cedilhas deram lugar à símbolos não usuais, por isso tivemos que conferir e corrigir a escrita dos municípios.

2) Mapa

Daí em diante, trabalhamos na construção do mapa. Produzimos uma escala gradual para representar os dados. Precisávamos de oito ou 10 níveis de cor, mas o CartoDB nos fornece apenas sete. Alteramos o código e conseguimos o número que desejávamos. Com isso, outro problema surgiu: quais cores utilizar numa escala dessa? Três pequenos municípios se destacaram quanto à porcentagem alta de representação feminina (56%, que corresponde a cinco mulheres entre nove vereadores), mas eles não se destacavam no mapa. Precisamos, então, utilizar o site Paletton para escolher uma gradação de cores que desse destaque aos outliers, mas com uma estética interessante.

3) Estudo de caso

Nossa ideia inicial era comparar a porcentagem de mulheres eleitas com o Índice de Desenvolvimento Humano de cada município (IDHM), para tentar relacionar representação feminina e indicadores sociais de renda, educação e saúde.

No entanto, ficamos temerosos em “forçar a barra” para comparar e relacionar os dois números. Podia ser que fizesse sentido, podia ser que não fizesse a comparação. Por isso, partimos para uma segunda ideia: selecionar dois casos importantes no estado e conversar com as vereadoras.

O primeiro caso foi o de BH, que só tem uma vereadora entre 41 representantes: Elaine Matozinhos, do PTB.

O segundo caso traz justamente o contrário: uma das três cidades cuja câmara é formada 56% por mulheres. Tivemos dificuldades para contatar as vereadoras e as câmaras municipais não atendiam.

Por conta das dificuldades para conversar com as vereadoras em tempo hábil para a entrega do trabalho, optamos por manter na postagem uma análise sobre o mapa e torná-lo uma ferramenta de busca para o leitor.

Equipe

Clara Braga, Harlley Soares e João Vítor Marques 

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