Dificuldades dos ônibus especiais na Copa das Confederações

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Pauta feita por: Ana Luiza Pio e Nathália Alcântara

Histórico: Uma questão muito discutida durante a Copa das Confederações foi a mobilidade social, principalmente pelo destaque dado a esse tema durante as manifestações. O transporte público passou a ser questionado (sua qualidade, seu preço e a legitimidade desse lucro) e nesse contexto, a Bhtrans divulga seu plano de mobilidade reservando 300 ônibus para trajeto exclusivo entre terminais da Copa e o Mineirão.  Pudemos observar então um possível desfalque de linhas convencionais, pontos de ônibus aparentemente superlotados e centenas de ônibus parados dentro do campus UFMG.  Em uma apuração prévia, uma conversa com um dos vigias da portaria Antônio Carlos, Gerson Lúcio, soubemos de um acordo entre a FIFA e a reitoria, mas não conseguimos levantar o conteúdo desse acordo, sabemos apenas que tem a ver com o fato da UFMG estar fechada em dias de jogos e servir como estacionamento dos ônibus.   Em conversa com Welbert Moreira, também vigia, ele contou que não houve fluxo de pessoas no dia, uma vez que o campus ficou restrito ao trânsito dos ônibus e pessoas autorizadas. Contraditoriamente, o segurança disse que, no máximo, três ônibus teriam transitado pelo campus, com aproximadamente 20 pessoas em cada.

Vale ressaltar também que o plano de mobilidade foi inteiramente influenciado pelas manifestações que ocorriam em vários pontos da cidade.

Proposta da matéria: Produzir uma matéria que explore a aparente falha no esquema de mobilidade, o excesso de ônibus disponibilizados e, em contrapartida, a falta que esses ônibus podem ter feito para a população que estava trabalhando (indo ou voltando do trabalho). Como alternativa para eventual falta de informações, seria interessante explorar a dificuldade de se obter dados concretos com relação aos ônibus disponibilizados, já que a assessoria da BHTRANS é pouco cooperativa, oferecendo, até agora, apenas respostas genéricas.

Perguntas:

*Sobre os ônibus (perguntar para BHTRANS):

  1. Foram 300 ônibus reservados para esse trajeto. De quais linhas esses ônibus foram extraídos?

  2. Quantos passageiros usufruíram deste serviço?

  3. Os ônibus foram fretados pela prefeitura, ou pelo estado?

  4. Como foi feito o cálculo para decidir a quantidade de ônibus?

  5. Os ônibus passaram o dia inteiro por conta desse trajeto?

(Já entramos em contato com Vanessa Bedran e Gabriela Fiuza. As respostas obtidas foram muito genéricas, enviando-nos apenas o release oficial. Insistimos, mas não deu resultado. A Gabriela foi um pouco grossa no contato final.)

*Sobre a dificuldade de locomoção: (para personagens que tiveram dificuldade para voltar para casa)

  1. Como foi o deslocamento nos dias em que os jogos da copa foram dias úteis de trabalho?

  2. Foi possível chegar no horário certo?

  3. E para voltar para casa?

  4. Você estava ciente das mudanças dos ônibus e dos pontos?

 

(para personagens que utilizaram o transporte gratuito)

  1. Como foi o deslocamento nos ônibus?

  2. Os terminais e ônibus eram bem sinalizados?

  3. A frequência de ônibus era grande?

  4. Os ônibus ficavam cheios?

  5. Foi preciso esperar muito tempo pelo transporte?

 

*Sobre o acordo entre FIFA e Reitoria (contato com a assessoria da UFMG)

  1. Qual foi o acordo estabelecido?

  2. Quais eram as cláusulas que tinham a ver com a circulação dos ônibus no campus?

Fontes:

Assessoria BHTRANS (pedir para falar com Vanessa Bedran ou Gabriela Fiuza)- 3379 5532

Welbert Moreira (vigia portaria Antônio Carlos) – 8748 9039

Patrícia Dutra (coordenadora da Assessoria UFMG): patriciadutra@ufmg.br

Assessoria UFMG: assessoriadeimprensa@ufmg.com.br

Procurar fonte que tenha usado os ônibus gratuitos

Fontes que tiveram problema em voltar para casa:

  1. Padaria e confeitaria Casa d’Pão (José Rodrigues) – Rua Boaventura, 988

  2. Papelaria Van Gogh, bairro São Luís

 

Recursos de linguagem:

Tabela demonstrativa de quantos ônibus foram retirados de quais linhas

Cruzamentos de dados de quantos passageiros usufruíram dos 300 ônibus e quantos possivelmente foram prejudicados – representação visual em um infográfico