#ensaioBH As paredes gritam

por:Maria Dulce Miranda

Inscrições nas paredes remetem ao início da civilização. Os homens das cavernas registravam o cotidiano em desenhos nas paredes. A prática atravessou milênios e chegou até os dias de hoje. Na FAFICH, Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, elas estão por toda parte e vão além do registro do dia-a-dia e representam pensamentos acerca dos mais diversos assuntos.

19 comments

  • Millenne Ferrante

    Não tinha feito ainda essa associação de que ao pichar registramos uma época, assim como faziam os homens das cavernas. Boa comparação e boa ideia para o ensaio. Pichações são manifestações de inquietações e opiniões.

  • Victor Cordeiro

    Gostei muito do seu texto. Realmente parece ser algo instintivo deixar a nossa marca nas paredes, e nenhum lugar melhor pra mostrar isso do que a FAFICH.

  • Flávia Ruas

    A FAFICH é mesmo um lugar onde as suas inscrições dizem muito das pessoas que as frequentam – e é importante defender que essas inscrições são registros históricos e, portanto, devem ser preservadas. Algumas das coisas que você retratou me chamam muito a atenção e me fazem bem sempre que as vejo.

  • Karine Silva

    O texto dá o diferencial para a sessão. Apesar de ser um assunto já amplamente explorado em narrativas fotográficas, eu nunca tinha feito essa associação entre as escritas nas paredes da FAFICH e os tempos das cavernas. Parece que é algo instintivo mesmo, bem pensado!

  • liviaaraujo

    As inscrições são quase o cartão de visita da FAFICH, estão no imaginário da maioria dos estudantes da universidade sobre os “prédios de humanas”. Foi interessante destacar os pixos e cartazes registrados, como uma amostragem daqueles tantos que vemos todos os dias. Só senti falta de um enquadre que nos permitisse ler melhor as paredes fotografadas.

  • Stella Nardy

    Temos sorte de termos a FAFICH como parte do nosso cotidiano. As frases não são apenas frases, e têm um efeito ideológico muito importante. Além da diversidade das fotos, achei o título perfeito. As paredes gritam e nós precisamos ouví-las.

  • Carolina Resende

    É uma pena não ter fotos de pixo, porque eles são apagados ne… Mas o ensaio retrata boa parte dos elementos que compõem a Fafich

  • Luiza Lambert

    Estamos deixando nossa marca para a posteridade, então! Realmente, as paredes tem vozes. E aqui na FAFICH elas falam alto! Ideia muito boa, parabéns!

  • Ana Luísa Mayrink

    Interessante essa forma de pensar no pixo com potencial de inscrição do sujeito no tempo e no espaço! Apesar do tema já largamente explorado, essa associação foi bastante esclarecedora.

  • Lucas Rocha

    Mais familiar que isso para alunos da Fafich impossível! É quase uma identidade que a gente adere logo ao chegar no primeiro período, mas acho que se tivesse explorado ângulos mais diversificados e feito outras escolhas de paredes, poderia dar um tom ainda mais poético e imagético do que é o prédio.

  • Lucas Vitorino

    Gostei muito dessa associação entre o meio de expressão dos homens das cavernas e essa questão do jeito de expor seus pensamentos e indignações, além do fato de transmitir uma informação, dos estudantes nas paredes de sua faculdade.

  • lylianegoulart

    O tempo em que vivemos na FAFICH faz com que entendamos que essas inscrições são mais que poluições visões, são intervenções que dizem muito da forma de pensar e do jeito de viver daqueles que ali estudam. A FAFICH sem tais incrições não seria FAFICH.

  • marinanovais

    Acho que seu trabalho faz um favor, ainda que pequeno, para a FAFICH e todos que a frequentam. Sempre penso que é preciso registrar seus inúmeros desenhos, pixações, intervenções, que por uma “força maior” que deseja uma FAFICH limpa ou pela simples ação do tempo, vento, chuva, vão embora ou tomam novas formas.

  • Luisa Lanna

    As inscrições nas paredes da Fafich são muito características. A ideia de um espaço concreto que tem voz é muito legal. Registrar essas vozes e discursos não só caracteriza o lugar como reproduz as mensagens. Muito legal!

  • Caio Santos

    É mais uma proposta que resgasta um novo olhar para o nosso ambiente cotidiano. Que pintem a parede de branco para podermos pixar de novo! Você pinta, eu pixo, vamos ver quem tem mais tinta,

  • Gabriel Amorim

    O texto nos leva a uma análise muito mais interessante do ensaio. Inicialmente essa idéia de marcação espaço-temporal não havia chamado a minha atenção, mas agora é evidente que essas são as nossas marcas nos tempos conteporênos

  • Nathalia Tameirão

    Pensar nas frases como uma forma de o indivíduo deixar sua marca no tempo e espaço é o que pra mim traz toda a beleza e poesia pro ensaio. Apesar de recorrente, o tema recebeu uma abordagem muito interessante.

  • Beatriz Lobato da Silva

    Todo mundo que estuda na FAFICH está acostumado a ver pichos nas paredes, e é sempre interessante ver alguns registro fotográficos dessas falas, afinal a maioria tem algum viés político. Achei bem legal fazer uma coletânea com fotos desses pichos.

  • Davidson Leite

    Eu nunca vou me cansar de ver ensaios ou trabalhos que tratem do picho na fafich. Adoro essa forma de registro/expressão que ainda é muito marginalizada e precisa de um debate mais amplo.

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