#ensaioBH: Classificados

por Ana Luísa Mayrink

A cidade de Belo Horizonte estende-se quase infinitamente aos olhos desavisados de quem contempla. Em meio a tantas atividades a se fazer, as opções de um fim de semana tornam-se tão fartas, múltiplas, entrelaçadas que se assemelham a uma página de classificados qualquer. Instaura-se a tensão contemporânea que põe em diálogo a atenção dispersa e ao mesmo tempo altamente demandada para cada um dos afazeres cotidianos.

A série fotográfica “Classificados” funciona no sentido de localizar e selecionar um roteiro cultural num jornal de grande circulação da cidade de Belo Horizonte, o “Pampulha”, que chega gratuitamente à casa dos habitantes locais.

Para além disso, o ensaio visa promover uma discussão sobre a transformação da cultura em mercadoria – como nos anúncios de compra e venda – trabalhando a cidade como cenário de trocas de experiência, negociações de sentido e espaço de acontecimento dos sujeitos que por ela passam.

Confira na galeria abaixo.

19 comments

  • Millenne Ferrante

    Bastante criativo e surpreende pois, quando vemos o título, já esperamos uma página de classificados e ao ver que não é isto que se apresenta, somos levados à uma interessante reflexão sobre os limites de cultura e mercadoria.

  • Maria Dulce Miranda

    Muito bacana a proposta! Um ensaio em que a informação é maior que o objeto fotografado (muito interessante as dicas também)

  • Gabriel Amorim

    Ótimas dicas. O ensaio que abre o nosso olhar para diversas possiblidades e opções que é possivel encontrar em um simples jornal semanal. Muito bom

  • liviaaraujo

    Achei bacana a proposta do trabalho, destacando notinhas que nossos olhos percorrem tão rapidamente pelo jornal. Por fazerem parte de meu cotidiano no estágio de assessoria, em que “clipamos” muitas dessas notas do Jornal Pampulha, realmente percebi o ensaio como um novo olhar sob as minhas leituras diárias.

  • Lucas Vitorino

    Interessante no sentido do objeto fotografado, algo que pode passar despercebido no folhear do jornal. Gostei também da discussão da cultura como mercadoria entrando em voga no ensaio.

  • lylianegoulart

    Interessante perceber que algo que cotidianamente nos passa despercebido, pode se tornar um objeto de discussão importante sobre a cultura em nossa sociedade.
    Acredito que as legendas podem falar muito sobre o ensaio. Talvez seria interessante trocar os código por palavras ou expressões que remetam ao tema proposto.

  • Stella Nardy

    Temática inusitada e criativa. Classificados, a priori, seriam coisas que eu jamais pensaria em fotografar. A discussão levantada também é bastante interessante.

  • Lucas Rocha

    Gostei da ideia, mas acho que a execução poderia ficar ainda melhor se tivesse explorado planos mais abertos, zoom e até composição de vários guias culturais.

  • Victor Cordeiro

    Muito criativa a ideia. Uma forma inovadora de mostrar a riqueza cultural de Belo Horizonte.

  • marinanovais

    Ideia muito interessante! Acho legal pensar o quanto BH tem tanta coisa para fazer e que muitas vezes se perdem pelas páginas dos jornais

  • Carolina Resende

    Gostei do olhar comercial que você deu para a programação cultural de BH, enxergar a cultura como produto.

  • Nathalia Tameirão

    Muito legal a proposta do ensaio de colocar em conjunto a programação cultural que as vezes passa despercebida por nós dentro dos classificados no jornal.

  • Beatriz Lobato da Silva

    Achei interessante o modo como a cidade se mostra em um jornal. É como se através dessas pequenas notas nas páginas de um jornal nos mostrassem da cidade em que vivemos, e constroem uma narrativa sobre a vida urbana.

  • Davidson Leite

    Achei o máximo a idéia de construir uma agenda cultural fotográfica a partir de recortes de outras agendas já existentes. Enxergo um pensamento estético, mesmo se tratando de fotos muito simples.

  • Luisa Lanna

    Muita criativa a ideia! Gostei da maneira como a própria montagem das fotos buscam criar uma agenda cultural de BH. Adorei as dicas!

  • Flávia Ruas

    Gostei da maneira de retratar a cidade de Belo Horizonte a partir de sua programação cultural – acho a cultura daqui muito importante e muito marcante para quem aqui vive e também um modo de sobrevivência da identidade da cidade.

  • Ana França

    Excelente ensaio. A descrição realmente traz uma reflexão sobre as interseções entre a cultura e sua apropriação pelo mercado. Essa nova versão da cultura, associada ao seu consumo, implica também na negociação do tempo do consumidor, que deve ser dividido para que ele consiga selecionar e cumprir seus programas.

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