#ensaiobh Como é nascer?

Você já se imaginou grávida (o)? Já imaginou como é nascer? Até que ponto o parto e o nascimento são determinantes na nossa vida?
Em nossa sociedade nascer e parir é um grande tabu, que ao longo dos anos se tornou cada vez mais um produto hospitalar, no qual procedimentos e técnicas ultrapassados e desnecessários ainda são aplicados em grande escala, retirando da mulher o controle sobre seu corpo e violando de forma sistemática a intimidade desse momento. Em muitos hospitais, a mulher é desencorajada de protagonizar o próprio parto em detrimento da comodidade da equipe médica, o resultado são cesárias eletivas, cirurgias desnecessárias que podem prejudicar de várias formas a saúde materna infantil.
A recomendação da Organização Mundial de Saúde (OMS) é que apenas 15% dos nascimentos ocorram por esse procedimento cirúrgico, mas em nosso país 56% dos bebês nascem dessa forma, aumentando os riscos e a taxa de prematuridade.
No intuito de informar as pessoas e combater esse índice alarmante de intervenções cirúrgicas no parto, nasceu a Exposição Sentidos do Nascer. Iniciativa do Movimento BH pelo parto normal (Secretaria Municipal de Saúde) e da Universidade Federal de Minas gerais, o projeto é uma mostra interativa e sensorial para experimentar a gravidez, o nascimento e repensar o modelo de assistência ao parto no Brasil. O objetivo é promover a mudança no modelo de assistência ao parto no Brasil através de uma transformação do viés cultural, garantindo os direitos das mulheres e das crianças,e minimizando os efeitos adversos do excesso de cesarianas eletivas.
Aprovado no Edital do Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Bill e Melinda Gates e o CNPq, o projeto interdisciplinar envolve professores e alunos bolsistas da UFMG e outras universidades do País, contempla ainda a realização de uma pesquisa para analisar os efeitos da exposição e avaliar mudanças na percepção do público visitante sobre o parto e nascimento. Passando por diversos espaços de Belo Horizonte, como a UMFG (13 a 27 de março), Parque Municipal (06 a 26 de abril) e Boulevard Shopping (04 a 31 de maio), essa mostra busca democratizar o acesso à informação e sensibilizar a comunidade para um novo olhar sobre o nascer.
Camila Coeli

 

13 comments

  • Karine Silva

    O tema é muito interessante, e vem sendo muito discutido, dado os inúmeros casos de violência contra a mulher no sistema público,e os perigos que ela e seus bebês correm. Só acho que a narrativa poderia ter mais fotos, que contassem um pouco mais sobre o projeto.

  • Stella Nardy

    O projeto parece ser muito interessante e o tema é, sem dúvidas, indispensável para debate. Acredito que o texto tenha dito muito mais do que as fotos. Concordo com a Karine.

  • liviaaraujo

    Assim como a Stella e a Karine, também achei muito bacana o projeto e a proposta de debate. No entanto, achei confusa a galeria de fotos, talvez até pelo suporte técnico. Ficou difícil ver as fotos mas, pelo que vi, talvez poderiam ter sido mais humanizadas se mostrassem as mães mais diretamente no evento.

  • Lucas Vitorino

    Fui a exposição e gostei bastante da construção do lugar, do “caminho” que seguimos no local e da interação que temos com várias fases da gravidez. Porém também concordo com os anteriores de que as fotos poderiam falar mais por si mesmas, ainda mais porque a visualização foi prejudicada nesse formato de galeria.

  • Nathalia Tameirão

    Muito legal a ideia do ensaio, porém concordo que a exposição e o projeto em si deveriam ter sido mais valorizados, uma vez que só essas fotos não foram suficientes pra abranger sua importância e grandiosidade.

  • lylianegoulart

    O tema da narrativa é muito interessante e acredito que deveria ter um espaço maior em nossa sociedade. Entretanto, como já dito nos comentários anteriores, a narrativa fotográfica poderia ter sido mais rica, de modo que tivesse mais espaço e importância que o texto introdutório.

  • Beatriz Lobato da Silva

    Proposta bem bacana que renderia algumas ótimas fotos, se fosse possível encontrar mulheres grávidas disponíveis para participar.

  • Carolina Resende

    A narrativa fotográfica ficou muito dependente do texto. Acho que faltaram imagens poderiam ter sido mais exploradas.

  • Davidson Leite

    Acho a ideia muito legal e um tema muito rico, mas senti falta de fotos. Sem o texto, a narrativa fotográfica não faria o menor sentido, o que eu considero um fator problemático.

  • Luisa Lanna

    Tema muito pertinente! A humanização do parto e de todo o processo de gravidez é com certeza algo muito importante e que tem sido perdido. Concordo com os colegas no sentido que faltaram mais fotos para dialogar com o texto.

  • Flávia Ruas

    O tema é importantíssimo e é interessante que ele seja utilizado em trabalhos de faculdade também; mas acredito que faltaram fotos que trouxessem mais significado à narrativa, provocando uma unidade nas fotos do ensaio, além de imagens de divulgação. Também acho que ela poderia ter sido mais independente do texto plano.

  • Victor Cordeiro

    O seu texto foi bem didático e completo, enriqueceu muito o ensaio. Foi uma boa ideia retratar a exposição nas fotos, e gostei das que foram tiradas, mas achei que poderiam ter sido mais.

  • Ana França

    O tema do ensaio é muito relevante e reaparece nos dias de hoje, bem como outras questões relacionadas à feminilidade e à mulher protagonista de sua própria vida. O ensaio, no entanto, poderia ter colocado mais fotos e explorado mais outros recursos fotográficos.

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