#ensaioBH: Limite (in)visível

Enquanto limite geográfico, a Serra do Curral desenha a paisagem de Belo Horizonte. Mas, no conturbado tecido urbano e na atividade cotidiana, como a serra se integra a esse cenário? Usando o carro como meio de transporte, na Avenida Antônio Carlos, diferentes elementos se destacam. Asfalto, viaduto, carro, favela, estação, fios.
No fundo, uma linha, um limite levemente apagado: a serra. Quem vê a serra? Nem tantas pessoas, arriscamos a dizer. Mas uma vez notada, ela jamais será novamente invisível.

A N A F R A N Ç A | M A R I N A N O V A I S

17 comments

  • Luisa Lanna

    Adorei a ideia, muito criativa! O fato das fotos terem sido tiradas de dentro do carro ainda tornam o sentido mais forte. Em movimento fica ainda mais difícil perceber a paisagem ao redor, principalmente quando estamos atentos na direção.

  • Davidson Leite

    Gostei muito da proposta, me interessa muito a investigação fotográfica do que nos passa despercebido no cotidiano, principalmente quando ligado à questões da vida urbana. Para além das fotos, adorei o cuidado que vocês tiveram com a identidade visual e com o texto.

  • Beatriz Lobato da Silva

    Muito legal focar em limites sobre os quais não pensamos muito em nosso cotidiano. O próprio vidro do carro que separa a câmera do resto da cidade mostra muito bem como, na maior parte de nossos dias, estamos, de alguma maneira, separados da cidade. Acho que o ensaio soubre trazer bem essa reflexão.

  • Nathalia Tameirão

    Legal a forma como as imagens no ensaio contrapõem o urbano, a visão de dentro do carro, as favelas, o trânsito, com algo tão natural e imponente como a Serra. Interessante como ele nos faz tomar consciência de que ela está ali o tempo todo e, na correria, a gente nem repara.

  • Lucas Vitorino

    Realmente uma grande ideia! Também nunca tinha reparado como a serra compõe esse “limite” da cidade, como ela está ao nosso redor e faz parte da paisagem e do olhar cotidiano. Gostei muito de como o ensaio retratou isso.

  • Stella Nardy

    Meninas, adorei. Em meio à bagunça e loucura que é a Antônio Carlos, faz bem reparar nesses aspectos que ficam mais de lado. Eu adoro a vista da Serra do Curral, mas nunca tinha visto por essa perspectiva. Sempre importante fazer esse exercício de perceber o que está mais implícito.

  • Karine Silva

    Oi Ana, adorei a sua ideia! Eu que sou de uma cidade ao pé da serra (como quase Minas inteira haha) não consigo não reparar na Serra do Curral, realmente um visual muito bacana!

  • lylianegoulart

    É interessante poder fazer uma reflexão sobre o texto através das fotos. Esse limite realmente torna-se imperceptível em meio a tantos outros elementos, mas o enseio me proporciona um novo olhar sobre algo que antes não era visto.

  • Luiza Lambert

    Muito massa essa noção de movimento que o ensaio traz, com a serra se aproximando em cada foto.

  • Millenne Ferrante

    Sempre noto que Belo Horizonte está rodeada de serras. E a Serra do curral é uma das mais marcantes e turísticas. Quando vista da Avenida Afonso Pena é ainda mais perceptível esse “limite” que ela impõe, mas nunca tinha reparado que mesmo da Antônio Carlos, que é relativamente distante, isto também se evidencia.

  • Camil Coeli

    Chamar a atenção para esse “limite” que nos cerca é realmente muito interessante. Porque passamos diariamente por essa paisagem apagada. O texto nos propõe um novo olhar para as fotos e os sentidos dessa paisagem.

  • Carolina Resende

    Adoro essa narrativa porque ela nos propõem um olhar diferente do cotidiano. Neste caso, o texto é muito imoportante porque sem ele a serra poderia passar despercebida.

  • Victor Cordeiro

    Excelente ensaio. Coadjuvante no nosso cotidiano, a Serra se torna destaque nessas fotos. Até mesmo algo banal como o engarrafamento ficou belo nessa galeria. Também nunca tinha reparado no contorno dela voltando da faculdade. Gostei muito também da capa que vocês fizeram, combinou bem com o tema.

  • Gabriel Amorim

    Bela percepção. O caminho é percorrido muitas vezes sem nos atentarmos aos detalhes, mas agora vai ser realmente impossível esquecer essa paisagem

  • Ana Luísa Mayrink

    Também nunca tinha reparado no contorno. O ensaio é bem pertinente no sentido de congelar algumas imagens que a gente só vê em movimento, muitas vezes distraídos com outras coisas.

  • liviaaraujo

    O texto traz uma reflexão muito bonita para as fotos, nos fazendo vê-las com outros olhos. Realmente, a serra não é algo em que reparo, andando pelas mesmas ruas mostradas pelas fotografias. Agora, com certeza passarei a ver de forma diferente.

  • Maria Dulce Miranda

    Boa ideia pro ensaio. Sempre passo por este caminho, mas nunca tinha reparado no contorno da serra