Festival de Verão da UFMG e os desafios da produção cultural na universidade

 

Belo Horizonte possui uma cena cultural bastante intensa, tendo os diversos eventos de pequeno, nédio e grande porte como principais pilares. Interessado em como esses eventos saem do papel e ganham vida, nosso grupo procurou a organização de diversos para acompanhar, e acabou por achar lugar no Festival de Verão UFMG, organizado pela DAC.

A DAC Diretoria de Ação Cultural — é o órgão da UFMG responsável por suas políticas culturais, ficando encarregada do planejamento e execução delas. O setor também realiza os festivais de Verão e de Inverno, o programa Artista Residente, entre outros.

Banner de divulgação do 11ª edição do festival

Conhecendo o Festival

O Festival de Verão surgiu com o intuito de trazer para Belo Horizonte uma opção de lazer durante as férias de verão e já caminha para sua 12ª edição no ano de 2018. Inicialmente, acontecia durante o Carnaval, e era composto por oficinas, debates e palestras. A partir de 2015, o evento passou a ser realizado pouco antes do período carnavalesco, e passou a contar também com exposições e manifestações artísticas diversas.

Menor e mais novo que o Festival de Inverno, o evento possui uma organização composta por professores, encarregada de todo o processo do evento, e atrelada à diretoria da DAC, que aprova ou não as decisões tomadas no conselho.

No momento, a produção do festival se encontra em seus estágios iniciais. O tema, mantido em sigilo pelo professor Juarez — por ainda depender da aprovação da professora Leda Martins (DAC) — foi decidido nesta sexta-feira (15), e uma próxima reunião do conselho está marcada para o mês de outubro, na qual serão discutidos os desdobramentos do evento. A partir desta data, o grupo acompanhará de perto seu desenvolvimento.

O processo de se fazer um evento como o Festival de Verão passa pela definição do tema, criação da identidade visual, convite aos artistas pretendidos, acerto de contratos, determinação do espaço e o arranjo da logística.

Em nosso acompanhamento, pudemos notar a vasta gama de possibilidades nas quais os profissionais de comunicação podem estar inseridos dentro do campo da produção cultural. Observamos que há prática comunicacional desde a concepção de um festival, na figura dos curadores e no nosso caso o professo da comunicação Juarez, até na produção executiva e assessoria.

 

Desafios da produção cultural na universidade

Ao longo dos anos, em decorrência da queda de investimento nas universidades e dos cortes propostos pelo governo federal, os festivais realizados pela UFMG enfrentam drásticas quedas nos investimentos. Sérgio Diniz produtor cultural executivo da DAC fala um pouco da situação de como os investimentos afetam a realização dos festivais na UFMG.


Sérgio Diniz – Produtor cultural executivo DAC-UFMG

O grande desafio dos responsáveis pela elaboração do festival em tempos de crise é fazer com que os eventos culturais não percam a qualidade mesmo com escassa verba provinda de esferas superiores.

 

 

Grupo: Lorenzo Detoni, Mariana Santos, Marina Neves, Nivaldo Junior, Princess Kambilo, Ravik Gomes.