Grupo de pesquisa da UFMG analisa repercussão de reality show nas redes sociais

No auditório Professor Luiz Bicalho da Universidade Federal de Minas Gerais, palestras foram ministradas por professores e alunos, a fim de apresentar trabalhos desenvolvidos em disciplinas do Laboratório de Convergência Intermídia (LabCon).

Confira um pouco de como foi o primeiro seminário do LabCon:


 

As palestras ocorreram na quinta-feira (18 de agosto), e o grupo orientado por Carlos D’Andréa, professor do Laboratório de Criações, composto pelos alunos Celso Haddad, Natalia Trindade e Túlio Pagnan trataram como tema central a repercussão digital do programa culinário MasterChef BR.

O programa analisado é um reality show que finalizou recentemente a terceira temporada. Quando emitido, vai ao ar nas terças-feiras e é transmitido pela Rede Bandeirantes de Televisão. Nessa última temporada, participaram 23 cozinheiros e toda semana eram realizadas provas de eliminação, em que 3 chefs renomados eram encarregados de julgar os piores e melhores pratos.

De acordo com os alunos, a escolha do MasterChef como objeto de estudo aconteceu por ser uma narrativa transmídia, ou seja, aquela que se desenrola em vários canais midiáticos, desde programas de TV até redes sociais, por exemplo. Além disso, essa integração de mídias pode se enquadrar na Cultura de Convergência – termo desenvolvido por Henry Jenkins, que diz integrar mídia corporativa, mídia alternativa, consumidor e afins.

As redes sociais escolhidas para a análise foram o Twitter, rede social caracterizada por comentários breves de até 140 caracteres, e o Youtube, site de canais em que são postados vídeos de diversos assuntos.

De acordo com Túlio, uma das dificuldades do grupo em realizar o trabalho estava ligado à coleta de dados. O grupo trabalhou através da experimentação de ferramentas, como o Tableau, o TCAT-DMI e o GEPHI, apresentaram formas gráficas para análise dos resultados e os dados coletados, comprovando o grande engajamento do programa. A apresentação da pesquisa foi baseada no cruzamento de dados, nos números de visualizações, na coleta de comentários nas redes sociais escolhidas e nas hashtags (instrumento muito presente no Twitter) utilizadas pelos espectadores.

Os comentários breves e imediatos do Twitter funcionaram, em suas análises, como uma 2° tela durante a transmissão do programa. Já o Youtube atua como uma rede social que permite assistir os episódios no dia seguinte que aconteceram, operando como uma plataforma para quem não pôde acompanhar o MasterChef BR na televisão às terças-feiras.

Essa visualização posterior no Youtube está diretamente ligada a um termo atual, o On Demand, que é quando o público tem direito a escolher seus horários e podem assistir a programação em outra plataforma. O que faz com que o poder das emissoras de TV seja posto em jogo.

Por outro lado, o programa pode gerar muito mais engajamento, como foi o caso do MasterCheF BR. Segundo as análises do grupo, o reality culinário é um dos programas que mais geram participação online, pois promove a participação dos telespectadores através de benefícios. Por exemplo, o usuário que participar mais através do Twitter durante todos os episódios poderia acompanhar a final dentro do programa.

Uma das comprovações apresentadas é que os programas têm maior repercussão online quando os telespectadores aderem às redes sociais que já possuem usuários prévios. Ou seja, quando o programa cria um aplicativo para gerar conteúdo exclusivo não tem tanto envolvimento. Devido a isso, destaca-se a popularização do reality show de culinária, que ganhou o público online e exemplificou o cenário transmidiático atual.

LabCon

LabCon

O Laboratório de Convergência Intermídia é um projeto desenvolvido por 6 professores por meio de 5 disciplinas de pesquisa.

De acordo com o aluno Túlio Pagnan, que participou do Laboratório de Criação Digital, a oferta de matérias que desenvolvem o sentido de pesquisa e análise dos alunos é fundamental para a formação de profissionais ligados à Comunicação Social. A dificuldade quanto às ferramentas utilizadas pelo grupo foi fundamental para o desenvolvimento durante o trabalho.

Confira esse depoimento nas entrevistas com os alunos:

                                           

Os professores envolvidos no LabCon são: Carlos D’Andréa, Geane Alzamora, Joana Ziller, Sônia Pessoa, Terezinha Silva e Vanessa Brandrão.

Através do site http://labcon.fafich.ufmg.br você pode acompanhar projetos concluídos ou em desenvolvimento.

 

Matéria desenvolvida por:

Andreza Xavier, Maria Luiza Ferreira, Marina Magalhães, Rebeca Braga e Taynara Gregório.

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