Homem-máquina, entre bits e ideias.

 

O homem queria mover-se, mas andar cansa, então inventou a roda.

A roda evolui para inúmeras funcionalidades, mas a sua principal é a locomoção.

Um dia buscou comunicar sem se locomover, e para tal criou o telefone.

Ainda assim surge outro entrave, você se movia até o telefone para se comunicar.

Mais tarde alcança a comunicação em compasso com a mobilidade, nascendo assim o celular.

As ideias fluem de mente em mente, onde quer que esteja existe uma rede invisível ao seu redor.

Atualmente buscamos o calor do contato através de imagens, o que se move hoje é a informação.

O ser humano se tornou imagem, um reflexo da própria existência. Corpo e máquina se tornam interdependentes, o gerenciamento da mente é o limite de seu alcance.

Rodrigo Fernando de Carvalho Medeiros Cardoso
Trabalho produzido para a disciplina de Processos de Criação em Mídias Digitais.
Texto de referêcia: TADEU, Tomaz. Nós, ciborgues: o corpo elétrico e a dissolução do humano. In: TADEU, Tomaz (org.). Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. 2000: Autêntica. p. 7-15