#infodata: Cores, predileções e significados

Augusto Lacerda.

 

A pesquisadora Eva Heller, em seu livro “Psicologia das Cores”, apresenta uma pesquisa focada em descobrir os significados, a história da formação dos conceitos e a maneira como as cores são percebidas por nós.

Apresentando dados como o grau de predileção por determinadas cores ao longo das faixas etárias de 14 à 24 anos, 25 à 49 anos e mais de 50 anos (gráfico abaixo), a pesquisadora deixa claro como certos significados são mais importantes ao longo da vida e como determinados conceitos são culturalmente mais associados a determinadas idades. A cor preta, por exemplo, que tem predileção maior entre homens de 14 à 49 anos, não é citada por nenhum homem acima dos 50.

No entanto, as respostas relacionando cores e significados variam. Investigando cor a cor, a pesquisa permite a visualização, por exemplo, da proximidade simbólica entre determinadas cores. Usando o azul como referência, o gráfico abaixo mostra, na primeira barra, os variados conceitos mais frequentemente relacionados a essa cor. Abaixo, podemos ver a frequência com que outras cores foram relacionadas a essas idéias.

Vale observar como, por exemplo, verde e branco, respectivamente, são as cores mais simbolicamente próximas do azul. Contraditoriamente, a autora aponta como verde e azul são cores que não combinam entre si. Historicamente, o azul está muito ligado ao celeste, à inteligência, à divindade e mesmo ao próprio céu. O verde, por outro lado, foi a cor da burguesia mercantilista, dos trabalhadores, grupo social que almejava a realeza (legitimada pela direito divino de reinar) mas, ao mesmo tempo, ameaçava sua posição de superioridade social.

1 comment

  • Carlos d'Andréa

    Olá, Augusto,

    bem curiosos esses dados… confesso que tenho um pouco de resistência a essas pesquisas que têm respostas tão assertivas, mas que é interessante, é…

    Uma única sugestão seria separar homens e mulheres no infográfico 1, mas acho que ficou claro assim mesmo…

    Gostei!

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