Mercado de Planejamento: Exterior, Brasil e BH

O Mercado de Planejamento no exterior

O planejamento, como visto anteriormente, surgiu no Reino Unido e rapidamente se espalhou para os Estados Unidos. E, mesmo sendo uma disciplina recente nas agências de publicidade, a função do planejador já evoluiu muito. As agências  estrangeiras que foram pioneiras em adotar o planejamento como parte fundamental do processo de criação publicitária, hoje, têm nele mais do que um setor. O planejamento atual é visto nas maiores agências do mundo como uma filosofia.

Jon Steel, britânico estudioso do “Account Planning” diz que o planejamento é “Entender e influenciar a relação das pessoas do mundo real com marcas e com a mídia”. Seguindo essa linha de raciocínio, as agências – mesmo mantendo o setor denominado Planejamento – usam o planejamento de campanha como mentalidade durante todo o processo de desenvolvimento das peças. Um dos fundadores do planejamento, Stephen King (que não é o autor de It, O Iluminado e A Torre Negra), o define como “imaginação criativa sujeitada ao controle crítico”.

Em âmbito nacional


Como vimos no post anterior, a área de planejamento foi uma das mais recentes a se estabelecer, e isso se reflete também no mercado. Durante nossa pesquisa e entrevistas com profissionais, foi possível observar que o número de agências que possuem esse setor estruturado e um profissional responsável apenas por ele ainda é pequeno, sobretudo em agências menores ou em cidades interioranas. Nesses casos, a função de pensar a estratégia passa a ser embutida em outra área, podendo ser na Criação, Atendimento ou Mídia.

Dificuldades

Durante as entrevistas, o grupo pode inferir duas dificuldades enfrentadas por esses profissionais.

A primeira é a empregabilidade: é uma área que tem despertado bastante interesse, mas tem um número de vagas reduzido, se comparado às outras. Isso pode acarretar em uma migração forçada para cidades cuja a área ofereça mais oportunidades (como São Paulo). Ou então, que profissionais que se identificam com o planejamento acabam trabalhando em outros departamentos.

A segunda, não seria tanto uma dificuldade mas sim uma característica da profissão ‒ a volatilidade dos seus atributos. Pela rápida evolução da tecnologia e dos meios de comunicação, esse profissional deve estar sempre atento a essas mudanças e pronto para adaptar-se. Um exemplo disso é a crescente busca por profissionais capacitados para análise refinada de dados. No entanto, nada garante que esse perfil seja o mais buscado daqui 5 ou 6 anos.

 

Grandes nomes

Ken Fujioka

Com mais de 20 anos de carreira, Ken Fujioka é sócio e Vice-Presidente de Estratégia e Planejamento da LDC, além de Presidente do Grupo de Planejamento (GP) e apresentador do podscast Naruhodo.

 

Daniel De Tomazo

Daniel De Tomazo é Head de Planejamento da Ogilvy e sócio da Sandbox. Com 15 anos de carreira, já passou por várias grandes agências (Loducca, DM9DDB, LewLara\TBWA) atuando como diretor de planejamento.

 

Ambos já foram ganhadores do Prêmio Caboré – considerado o Oscar brasileiro da Publicidade –, na categoria profissional de planejamento. Além disso, os dois atuaram como revisor técnico do livro “A Arte do Planejamento” – de Jon Steel (um dos precursores da área).

Agências belo horizontinas

Por aqui, o planejamento ainda é personificado na forma dos planners, que mesmo acompanhando todo o processo criativo, ainda são um setor à parte na agência. Nas agências locais mais modernas, os planejadores participam da criação de campanhas desde a primeira reunião até a apresentação do projeto. Exercem o papel mais tradicional de curadoria e raciocínio crítico sob as ideias dos profissionais da agência e são cada vez mais influentes na criação.

Eduardo Lopes, João Lucas Pereira, Joyce Nogueira

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *