Encontros nas esquinas musicais de BH

Reportagem de: Augusta Deluca, Elisa Carvalho, Hélio Brandão, Louise Ferreira

Mashup (em mineirês, méxape) é a mistura de uma ou mais músicas de forma a se criar uma nova combinação. Apesar de muita gente achar que é trabalho de DJ, brincar com as músicas alheias é uma prática comum na internet, feita por amadores e profissionais também. YouTube e Soundcloud afora é possível encontrar todo tipo de encontro musical.

Pensando o cenário musical em Belo Horizonte, que é muito rico e sempre despontou artistas de renome no país, vamos explorar a variedade de sons da nossa cidade e pensar novas formas de interação entre músicas.

Méxape #1 Graveola e o Lixo Polifônico ft. Duke Ellington Orchestra – Inverno/Roof Top

Revirando no lixo polifônico, os jovens músicos do Graveola encontraram com uma relíquia que ainda cabia bom uso: Duke Elllington. Esse méxape improvável da banda belo-horizontina, formada em 2004, com o mestre do jazz norte-americano (falecido em 1974) é a prova de que a boa música é imortal e universal.

Méxape #2 Filarmônica de Minas Gerais ft. Duelo de MC’s

Dois grandes representantes da música mineira em um inusitado encontro. A Filarmônica de Minas Gerais se une aos MC’s Din e Koell para mostrar que no MÉXAPE tudo é possível.

Música: A Máquina de Escrever – Leroy Anderson
Duelo de MC’s 2013 – Final

Méxape #3 Makely Ka  ft. Charles Mingus

Um pouco da irreverência crítica com tempero de poesia urbana de Makely Ká, músico e compositor atuante no cenário de Belo Horizonte a mais de dez anos. Um encontro inusitado com ninguém menos que o gênio do jazz Charles Mingus, em duas músicas Myself when I’m real e Moanin com sua banda Charles Mingus Big Band Jazz, misturado e remontado com o tema contemporâneo Desliguem os aparelhos celulares.

Méxape #4 Dibigode ft. Milton Nascimento ft. Rappin’ Hood

Milton Nascimento, mineiro de coração, canta Minas, junto aos novos e natos mineiros do Dibigode, que falam muito sem nada dizer com sua música instrumental, já bem conhecida pelos belo-horizontinos. Pra incrementar a mistura, o rapper Rappin Hood, que já marcou presença no reduto do rap da capital mineira, o Viaduto Santa Tereza.

13 comments

  • carlaresgala

    Olá meninos, achei muito bom o investimento multimídia. Boa proposta, desenvolvimento e execução.
    Como o título não é muito recortado e não tem imagem de capa, nem subtítulo, achei o post pouco atraente dentre os demais na página principal. É uma pena, pois o conteúdo é bem interessante.

  • raquelsiqueira

    A proposta sugerida pelo titulo é bem interessante “Encontros nas esquinas musicais de BH”, e no decorrer do texto é realmente isso que vocês demonstram: as misturas e a diversidade cultural que encontramos em Belo Horizonte. As imagens mostram como isso é forte no texto, antes mesmo de fazer a leitura.

  • marcellaximenes

    Gostei bastante do assunto, é diferente, interessante. Mas se estamos falando de música, acho que faltou o áudio ou vídeo, as pessoas poeriam escutar enquanto leem.

  • graziellesilva

    Vou fazer meu comentário com relação a primeira versão da matéria, pois na minha opinião, o intuito do trabalho não é ir corrigindo a matéria a partir dos comentários, porque senão estes acabam ficando sem sentido.
    Adorei a matéria. Já tinha ouvido músicas neste estilo, porém não sabia que tinha este nome. Até procurei na internet mais informações sobre este “ritmo”. Achei que a matéria foi bem construída, com um bom conteúdo, o grupo soube aproveitar o recurso multimídia e intercalou bem texto, foto e áudio. A escolha dos artistas de cada méxape também foi bem legal, pois apesar de serem completamente diferentes e terem estilos diversos, comunicaram muito bem entre si. As únicas críticas são com relação ao título da versão anterior: “Música de BH revisitada”, que poderia ser mais atraente (como é o atual: “Encontros nas esquinas musicais de BH”) , pois confesso que só por ele não leria a matéria, e à falta de uma imagem de capa (que na primeira versão não tinha), que tornaria a matéria mais atrativa para o leitor. Além disso, na versão anterior havia os áudios das méxapes, que na atual não tem.

  • alineazevedo

    Achei muito bacana vocês terem explorado um assunto que não costuma ser discutido no cenário musical de BH. Também senti falta de um atalho para ouvir as músicas, para que os leitores pudessem realmente sentir o efeito provocado pelos “mashups”.

  • barbaranery

    Não sei se é o navegador ou o mobile, mas tive a impressão de que deveriam ter players para os mashups no corpo da notícia. Eles estão aí??? É importante testar a navegabilidade dos elementos multimidia em qualquer possível meio que o leitor vá usar.

  • Camila Marques
    camilamarques

    Gostei muito mesmo da postagem, leria e curtiria em qualquer site ou em qualquer plataforma. Fiquei apenas pensando como poderiam extrapolar o trabalho para outras mídias, como o Facebook por exemplo, onde as produções musicais teriam maior repercussão e visibilidade. Isso, claro, sem deixar a parte informativa de lado, já que vocês lidaram com o mashup, que é recurso ainda pouco difundido e que nem todas as pessoas conhecem bem.

  • rafaelmiguel

    Gostei da postagem e acho que foi uma boa sacada usar o Mashup, que é algo relativamente desconhecido. Embora o título seja bom, talvez falte um lead para entende-lo um pouco mais, já que ele não faz referência direta ao que a matéria está dizendo. Além disso, apenas o terceiro Mashup tem uma imagem acima, talvez se todos tivessem uma foto ficaria mais atraente.

  • Luiz Guilherme

    Curti muito a ideia d produção de vocês. Essa mescla dos mashups foi uma saída original e aposta certa na questão do áudio. Como fã do conteúdo, me agradou muito buscarem algo do Duelo de MC´s.

    Ressalto apenas o ponto relacionado ao título, que poderia utilizar um recorte mais objetivo e atraente aos olhos de quem lê. Contudo, não chega ao ponto de afugentar o leito.

    Parabéns e ótimo conteúdo.

  • Aryanne Araújo
    Aryanne Araújo

    Muito boa a matéria. Boa de ler e de ouvir…rs. Gostei da diagramação do post: bem organizado, as imagens são interessantes e os players ficaram ótimos. Fico na dúvida se o título conseguiu dar conta do que vocês passam no texto. Ao lê-lo, achei que vocês falariam de alguns shows que ocorreram em BH, com convidados diversos. Esse título não ficou tão chamativo e o tema da matéria é muito legal e diferenciado. Talvez fosse interessante trazer o “méxape” pra ele. Se as pessoas não conhecem a palavra, já desperta curiosidade e vocês explicam o que é logo no início.

  • Gabrielle Cunha

    Gostei muito da matéria! A leitura é descontraída e a disposição das informações proporcionou uma leitura muito agradável. Como os outros colegas já mencionaram, achei o título da matéria pouco chamativo, parece não ter a ver com a matéria. Descordo da Aryanne no que se refere ao fato de vocês terem explicado o que é máxape logo no início, foi bom pra contextualizar, eu por exemplo não conhecia e se viesse depois acho que eu ficaria perdida e sem vontade de continuar lendo o resto.

  • Geane Alzamora

    Ei pessoal,
    ficou muito bom, parabéns. Mas a promessa, conforme conversamos, seria um mash up por pessoa no grupo. Faltou um, certo???? Acho que faltou também a inserção nas mídias sociais, conforme conversamos. O resultado, porém, está muito bom, parabéns.
    Geane

  • Geane Alzamora

    Sugestão: um subtítulo – ou uma informação mais clara acerca da proposta no lead – ajudaria muito ao leitor.
    Geane

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