“Nós, ciborgues o corpo elétrico e a dissolução do humano”

A discussão que Dona Haraway levanta é instigante e desmorona os conceitos antigos do que se têm como sujeito humano. Questiona-se o que afinal faz o humano, se é sua alma subjetiva ou sua “maciez” da carne. É importante lembrar que o sujeito, como tratado no texto, “vaza para todos os lados”, ou seja, é visto sob inúmeros pontos de vista, que se inserem em um contexto de relações de poder. Com o avanço tecnológico e o surgimento do ciborgue, passa-se a questionar a natureza do humano e não a da máquina. Há humanos que se tornam cada vez mais artificiais e seres artificiais que cada vez mais se parecem com humanos (ou mais ainda: com humanos melhorados); isso se dá através de quatro tipo de tecnologias ciborguianas: restauradoras, normalizadoras, reconfiguradoras e melhoradoras. com todas essas intervenções da tecnologia, não se pode mais ter uma concepção simplista e “naturalista” do que é ser humano. Se o que nos faz humanos não é biologia pura e nem racionalismo puro, esse conceito se perde. Assim, a subjetividade humana passa ao segundo plano e o que realmente importa são os limites tecnológicos que quebramos muitas vezes em nossos próprios corpos.

Ana Carolina Marques Lage
Carlos Henrique Soares
Davidson Leite
Laura Maia Martins

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