Nós, os ciborgues

Com o intuito de procurar “pessoas mecanizadas” ou “máquinas humanizadas” percebemos que a separação homem-máquina não é, de maneira alguma, clara. Dentro do próprio grupo nos deparamos com a situação da Julia, que teve seu relato gravado: o fato de ela ter esquecido os óculos em casa e não ter suas lentes por perto mudou completamente seu dia – “não consigo nem ver os gatos da FAFICH”, reclamou. O fato de ter esquecido os óculos evidencia a dependência de algumas órteses, no caso dela o grau de miopia nem é tão alto mas, o hábito criado fez com que a falta se mostrasse quase insuportável. Assim podemos ver que esses implantes, transplantes, enxertos, próteses, que formaram-se tão comuns que nem percebemos sua presença, deixaram de ser coisas em si e passaram a fazer parte do sujeito, transfomando-nos em ciborgue.

Um trabalho de

Ana Luísa Mayrink, Julia Ester, Maria Dulce Miranda e Paloma Arantes

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