O outro lado do cemitério mais antigo de Belo Horizonte

por: Pollyana Teixeira

Tema: Cemitério do Bonfim

Histórico e Resumo: Belo Horizonte possui quatro cemitérios públicos municipais, o Cemitério do Nosso Senhor do Bonfim, o Cemitério da Saudade, da Paz e o da Consolação, que totalizam uma área de 706 mil metros quadrados, nos quais cerca de 800 mil pessoas já foram sepultadas.

O mais antigo deles é o Cemitério do Bonfim, localizado na rua e bairro de mesmo nome, e inaugurado em 08 de fevereiro de 1897, mesmo ano da fundação da capital mineira. O local é reconhecido pelo seu acervo histórico, caracterizado por esculturas decorativas de túmulos e mausoléus com obras de arte da belle époque ao art déco, e do modernismo brasileiro. O brasileiro Bruno Giorgi, o austríaco João Amadeu Mucchiut e o italiano João Scuotto são alguns dos artistas cujas esculturas estão presentes no Bonfim.

Além disso, entre as cerca de 222 mil pessoas enterradas nos 18 mil jazigos do cemitério do Bonfim, estão figuras políticas mineiras importantes, como os ex-governadores Raul Soares e Olegário Maciel; o ex-prefeito Otacílio Negrão de Lima; a esposa do ex-presidente Juscelino Kubitschek, Sarah Kubitschek; Pedro Rouseff, pai da presidente Dilma Rouseff, e a irmã Benigna, cujo processo de beatificação foi iniciado em setembro de 2011. Até a famosa lenda da Loira do Bonfim faz parte da história do Cemitério. A história da mulher que conquistava homens no centro da capital e os atraia para o cemitério, faz parte do imaginário popular de Belo Horizonte.

Na Câmara Municipal de Belo Horizonte tramita o Projeto de Lei 1146/2011, de autoria do vereador Adriano Ventura (PT), que propõe a transformação do Bonfim em ponto turístico. Outro projeto em parceria com a Fundação Municipal de Cultura propõe a implantação de sinalizações nos corredores do Bonfim com informações para turistas. São painéis que vão contar parte da história do cemitério e informar os visitantes. O projeto está em fase de aprovação pelo Ministério da Cultura. O acervo documental do cemitério também está recebendo uma atenção especial. O programa Adote um Bem Cultural, pelo qual  empresas apadrinham algum patrimônio da capital, vai restaurar 21 manuscritos do Bonfim. Serão renovados os livros de Registro de Sepultamento, Protocolos de Processos.

Proposta da matéria: Apresentar o Cemitério do Bonfim sob a ótica de um lugar a ser reconhecido como ponto turístico a partir de suas peculiaridades: seus personagens célebres, sua arquitetura bela e reconhecida, suas histórias e lendas. Na matéria, alguns aspectos devem ser ressaltados: o Bonfim como parte do início da história de BH; quem foram os personagens célebres da história de Minas que ali estão enterrados; como o cemitério foi abarcando ao longo da história estilos de arte distintos, quem são esses artistas, quais são essas peças; etc.

Recursos de linguagem: A matéria suporá que o leitor desconhece todos esses “segredos” que guarda o Bonfim, apresentando-o como uma curiosa surpresa de Belo Horizonte – a exemplo do Cemitério Recoleta, em Buenos Aires e de tantos outros cemitérios europeus que são frequentemente visitados por conta de sua história. A matéria deve ser fartamente ilustrada, apresentando os belos mausoléus, retratos das figuras histórias importantes, fotos antigas que datam da inauguração da capital e do Bonfim, etc. Uma outra boa possibilidade é um vídeo que se propusesse a uma visita virtual pelos pontos mais interessantes.

Fontes:

Cemitério do Bonfim

Marcelina das Graças de Almeida, coordenadora e professora do curso de História da Faculdade Estácio de Sá e professora de Design da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg). Atualmente desenvolve pesquisa relacionada aos cronistas de Belo Horizonte e ao Cemitério do Nosso Senhor do Bonfim.

Professor turismólogo da UFMG