O Universo Expansivo do 12º Festival de Verão UFMG

Iniciam-se os preparativos para o Festival de Verão da UFMG para o ano de 2018. Em um cenário conturbado politicamente – em nível nacional e universitário, enquanto se aproximam as eleições para a reitoria – são 6 os professores escolhidos para serem os curadores do festival.

 

Os campos representados por cada um deles são os de Ciências da Vida e Saúde; Humanidades, Letras e Arte; Ciências Exatas da Terra e Tecnologia e Projetos Especiais (tudo isso sob a Coordenação Geral/Artística feita pelo professor Juarez Guimarães).

 

Os curadores têm o desafio de, neste próximo ano, se reinventar criativa e esquematicamente para que o objetivo de aumentar o horizonte da sociedade acadêmica e civil através das atrações do Festival se complete, mesmo com baixos orçamentos e um tempo de planejamento menor do que em anos anteriores.

 
A primeira parte do processo de curadoria do festival acontece em forma de discussão sobre possíveis atividades culturais de interesse e que condizem com o tema e proposta do Festival. Os professores responsáveis por produzir conteúdo procuram, sem estabelecer compromissos, profissionais dispostos a passar seu conhecimento em forma de oficinas, mesas redondas, palestras, performances, entre outros.

 

Esses formatos de apresentação estarão relacionados, no ano de 2018, ao Universo em Expansão, tema do evento em sua próxima edição. O universo aqui retratado, mais do que em sua expansão física e mensurável, diz também das expansões culturais, epistemológicas e sócio-políticas latentes na sociedade contemporânea.

 

Com esse tema, o Festival busca dar visibilidade à Universidade e suas interações dentro do espaço da cidade, fazendo-a visível não apenas para quem interage de dentro da Universidade, mas de fora, também. Para isso, o Festival contará com atividades acessíveis e diversas.

 

Por fim, levando toda a complexidade do tema e o objetivo que está sendo buscado com o Festival em consideração, driblando as dificuldades orçamentais, sem deixar de inovar, os profissionais escolhidos e sua adequação ao festival são discutidos e, após aprovados por todos os membros da curadoria em uma conversa muito fluída, é estabelecido um prazo para o fechamento oficial das atividades e quem irá provê-las para que o planejamento do festival saia do papel e comece a se concretizar.

 

A curadoria é composta de professores com pensamentos atuais e desconstruídos, preocupados sempre com as atualidades, locais de fala e o enriquecimento cultural e intelectual de quem participará das atividades do Festival.

 

Por sua vez, o Festival de Verão UFMG de 2017 trouxe à tona o tema Universos (In) Visíveis

 

Essas características, sem dúvida, além de refletidas nos tipos de atividade presentes no evento, que devem pautar desde a relação entre o poema e a loucura até oficinas de artesanato indígena, provavelmente serão também exploradas nas ações comunicacionais do DAC (Diretoria de Ação Cultural) quando na época de divulgação oficial do Festival.

 

Este ponto específico, no qual se mesclam produção cultural e publicidade, será abordado nos próximos posts do grupo, quando espera-se que a grade de atrações esteja fechada e, a partir disso, a discussão sobre a divulgação do evento esteja mais presente.

 

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