Obras nos estádios da Copa: previsões cumpridas ou extrapoladas

Em 2007, o Brasil foi escolhido para ser sede da Copa de 2014 e, consequentemente, da Copa das Confederações. Na preparação do país para esses eventos foram realizadas obras de infraestrutura, reformas, modernização de estádios já existentes e construção de novos. Seis anos depois, as primeiras inaugurações de estádios já estão sendo realizadas, com destaque para valores de obras extrapolados e alguns atrasos.

Os primeiros estádios a serem inaugurados foram: Castelão (CE), Mineirão (MG), Fonte Nova (BA), Maracanã (RJ), Mané Garrincha (DF) e Arena Pernambuco (PE). Em todos eles acontecerão jogos da Copa das Confederações. O gráfico abaixo ilustra essas inaugurações. Os estádios em que ocorrerão os jogos da Copa, não exibidos no gráfico, ainda estão dentro do prazo projetado para entrega, que corresponde ao segundo semestre deste ano.

Estádios já inaugurados e prazos | Create infographics

Além das variações observadas nas projeções das datas de entrega das obras, os custos finais da maioria das obras ultrapassaram os valores inicialmente planejados. Os valores utilizados no gráfico abaixo foram obtidos a partir do portal Valor Econômico e do Portal da Transparência. É interessante chamar atenção para o estádio do Castelão, que não aparece no gráfico, onde a previsão era de que a obra custaria 617 milhões e acabou saindo por 518  milhões. Já a Arena Fonte Nova teve um custo adicional de 700 mil, o que devido as proporções não é um valor muito alto.

Previsão inicial e custo adicional (gastos obras dos estádios) | Infographics

Segundo Edson Domingues, Admir Júnior e Aline Magalhães, em seu artigo Copa do Mundo de 2014: Impactos Econômicos no Brasil, em Minas Gerais e Belo Horizonte, “os mega-eventos esportivos podem representar um catalisador de aceleração do processo de investimentos em áreas cruciais que já deveriam ter ocorrido”. Entretanto, os autores afirmam que para que um grande evento, como a Copa, seja positivo para a economia brasileira é necessário avaliar a longo prazo a demanda de residentes locais e turistas ao realizar obras, como reestruturação e construção de estádios.

Reportagem

Ana Carolina Gomes, Bianca Martimiano, Leandro Lourenço e Lorena Calonge

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