Pose para a tinta

Por mais que  pareça arcaica, a utilização de modelos vivos na pintura continua atual nas escolas de arte.

 

Reprodução de desenho de figura humana. Foto: Bruna Sombreira

Nem as tecnologias e suas facilidades para registrar o corpo humano, como a fotografia, o vídeo etc., conseguiram substituir uma prática secular nas escolas de arte: o uso de modelos vivos para retratar a figura humana. Por mais que pareça arcaico, ainda existem pessoas que posam para artistas retratarem sua imagem- como a Monalisa, pintada em 1503 por Leonardo Da Vinci -, e essa demanda ainda tem um papel importante em pleno século XXI.

Na UFMG, o Departamento de Desenho da Escola de Belas Artes (EBA) possui 21 pessoas cadastradas atualmente como modelos vivos. Eles são contratados para posar em atividades de disciplinas como as de Desenho da figura humana e de Pintura.

Segundo o professor José Wenceslau Caminha Aguiar Junior, da EBA/UFMG, se nos séculos passados nem todos tinham os corpos “escultóricos” exigidos para ser um modelo, hoje este papel está acessível a qualquer pessoa. Basta ter vontade, disponibilidade, concentração, relaxamento, além de preparo físico e psíquico para ficar estático, às vezes durante horas.

Um dos modelos que tem posado em disciplinas da EBA/UFMG, desde 2011,  para completar sua renda mensal de free lancer, o estudante de Teatro, Fábio Schmidt, conta sua experiência como modelo.

Se essa atividade tão antiga continua tão viva no mundo da arte é porque um modelo oferece aos artistas e estudantes possibilidades que o torna insubstituível para o registro do corpo. Além de ser tridimensional, um modelo permite a observação de detalhes anatômicos que poderiam passar despercebidos através de fotos, por exemplo.

“O conhecimento da anatomia do corpo humano sempre será uma ferramenta valiosa para o artista”, destaca o professor José Wenceslau, da EBA/UFMG.   Em entrevista que publicamos aqui, o professor conta que o interesse pelo corpo humano nasceu principalmente a partir do Renascimento, quando se desenvolveu o estudo, o desenho e a pintura de modelos vivos e até mortos. Leonardo da Vinci, por exemplo, chegou a roubar cadáveres para estudar a anatomia e, assim,  aperfeiçoar as suas criações.

Reportagem

Bruna Sobreira e Terezinha Silva

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5 comments

    • terezinha silva

      Oi Túlio,
      Procure o Departamento de Desenho da Escola de Belas Artes/UFMG. Eles cadastram as pessoas interessadas em atuar como modelos vivos.

  • Geane Alzamora

    Oi meninas,
    conforme conversamos em sala, a matéria está muito bacana. Acho apenas que poderiam ter pensando a apresentação em um formato mais sofisticado.
    Boa apuração, boa pauta, bom texto final, parabéns!
    Geane

  • Amanda Jurno

    Muito boa a materia meninas!!!! O tema eh muito bom e a solucao que voces arruamaram tambem!