Rede Minas | Jornalismo em ação

Nos últimos posts falamos um pouco da rotina de profissionais envolvidos em setores como o de Marketing e Roteirização. Agora, entrando com gás total em nossa terceira etapa do projeto, o grupo está presenciando um pouco mais da ação que acontece no background dos programas, e a grande estrela da vez é o Departamento de Jornalismo da Rede Minas.

 

Uma rotina bastante animada

 

Assim que chegamos à sede da Rede Minas, fomos direcionados ao local onde se localiza todo o Departamento de Jornalismo, que já estava nos aguardando para realizarmos nossa vivência de uma tarde.

Logo no começo a Amanda nos recebeu com bastante entusiasmo e nos levou para dentro de uma reunião de pauta que estava acontecendo exatamente naquele momento. Lá nos deparamos com uma grande quantidade de membros extremamente ativos e, como esperado, bastante informados.

Ao longo da reunião foram discutidas, a priori, dois tipos de conteúdo: aqueles que iriam ser disponibilizados o mais rápido possível, e aqueles que iriam para a gaveta. Sabemos que gaveta pode parecer, a primeiro momento, um termo um pouco preocupante, mas não é o que acontece na Rede Minas. Como o setor depende de assuntos que estão acontecendo, e não há controle sobre eles, é importante que sejam mantidas matérias para cobrir qualquer que seja o imprevisto. Dessa forma, assim como o conteúdo que será trabalhado imediatamente, as pautas engavetadas estão ali por um motivo bastante importante: a manutenção do funcionamento do jornalismo.

Além das pautas, os profissionais ali presentes discutiram sobre as dificuldades encontradas na rotina do departamento, como por exemplo a escalação de funcionários para o feriado que se aproxima, bem como a necessidade de um bom planejamento, tendo em vista que alguns profissionais irão entrar de férias. Entretanto, a equipe se mostro confiante em tudo que estava sendo feito, conseguindo montar uma escalação prévia logo na reunião de pauta. Ainda que isso significasse atrasar algumas matérias, e priorizar outras.

Como era de se esperar, em um ambiente onde a informação, a cultura e a educação são tidas como valores vitais, a rotina desses profissionais não é nada fácil. Os problemas chegam a todo momento, e o jogo de cintura é muito importante para lidar com todas as situações inesperadas que venham a surgir, mas o mais importante, tudo é feito bom seriedade e também com bom humor.

 

Edição – a arte de criar boas matérias

 

Assim como a redação desempenha um papel crucial no que se trata dos programas veiculados na emissora, o trabalho do editor é tão importante quanto. Isso porque é naquelas pequenas salas – as ilhas, onde o profissional de edição consegue fazer sua mágica.

Logo após a reunião de pauta, fomos levados à parte da Rede Minas onde se encontra toda a equipe de edição e suporte técnico, a fim de acompanhamos um pouco sobre a rotina de um profissional responsável por deixar o programa no ponto para a exibição. Por sorte encontramos um editor trabalhando em um programa que seria exibido no mesmo dia: uma matéria sobre a CEMIG e os estragos causados pela chuva em Belo Horizonte.

Se você pensa que só você enfrenta problemas com os softwares de edição e travamentos em seu computador, você não poderia estar mais enganado. O editor que nos recebeu nos contou um pouco sobre seus desafios diários, e um deles está o estresse vindo do travamento das máquinas. Por muitas vezes, devido à grande quantidade de matérias arquivadas na memória do computador, os softwares se tornam lentos, o que dificulta a fluidez de seu trabalho, demandando assim persistência e muita paciência. Entretanto, esse não é o maior de seus desafios.

Segundo o editor, a maior dificuldade encontrada por um profissional de edição está no momento em que se faz necessário preencher os OFF’s. Isto é, encontrar um vídeo que combine com a gravação feita da voz do repórter para determinada matéria. Por muitas vezes este material já é enviado para o editor, sendo gravado exclusivamente para aquela matéria, entretanto, como acontece com alguns repórteres que viajam bastante, os OFFs são gravados sem possuir imagens preparadas para esse conteúdo, e é nessa hora que o desafio se faz presente. Quando isso acontece, é papel do editor encontrar nos arquivos da emissora imagens que combinem com o que está sendo falado.

Outro tipo de ajuste pelo qual os editores são responsáveis, é feito nas sonoras. As sonoras nada mais são do que as entrevistas gravadas pelo repórter, como foi o caso da matéria em questão, onde o repórter havia gravado a fala de alguns representantes da CEMIG. Cabe ao editor, então, encontrar os momentos mais relevantes de tais entrevistas, recortá-los e acrescentá-los ao vídeo final que irá ao ar. Além disso, a rotina do editor pode ficar ainda mais intensa. Isso acontece quando o programa já está no ar e alguma matéria chega das ruas. Nesse momento é função do editor otimizar o processo de edição para que a matéria vá ao ar naquele mesmo programa. Bastante insano, não é mesmo? Mas no fim tudo dá certo, e recebemos em nossas casas ao material finalizado com a melhor qualidade possível.

 

O Repórter Da Hora

 

O nome pode parecer engraçado, mas Repórter Da Hora é um dos xodós da casa, e nós tivemos o prazer de acompanhar a sua gravação. O quadro que apresenta notícias sobre o cotidiano de Belo Horizonte e a prestação de serviços em formato dinâmico, com chamadas de aproximadamente 2 minutos (Fonte: Site Rede Minas), serve também como um chamativo para o Jornal Minas que tem sua primeira edição às 12:30 e sua segunda edição às 19:15.

A gravação foi bem rápida, afinal o programa é ao vivo, e trata-se apenas de um aparato das informações. Nós acompanhamos nos bastidores, vendo o trabalho que a equipe possui de levar os conteúdos à tela na hora certa, como por exemplo o de iniciar e terminar a vinheta e de jogar as fotos correspondentes às notícias no telão e depois ampliar e reduzir a tela cheia.

Por mais que tudo tenha sido feito tão rápido, a experiência de entender como tudo é feito para que o produto final seja o da melhor qualidade é incrível.

 

Um papo sobre integração

 

Para fecharmos o nosso dia com chave de ouro, tivemos uma conversa com Simone Pio, a repórter e apresentadora, graduada em Comunicação Social pela UFMG que esbanja carisma e boas ideias.

Sendo ela uma das cabeças por trás do programa Humanidades – que já falamos um pouco sobre ele aqui no LabCon -, Simone topou conversar um pouco com a gente sobre a importância da integração e da empatia, seja na hora de trabalhar em uma grande emissora ou na vida cotidiana.

Ela nos conta que, inicialmente, o departamento técnico era separado dos demais departamentos, o que acaba por gerar um distanciamento muito grande entre os profissionais. Entretanto, quando a empresa renovou sua estrutura interna a integração aconteceu, transformando o ambiente de trabalho um local muito mais agradável e unido. Os profissionais que ficavam no final da cadeia produtiva, agora participam também da parte criativa, dando ideias, opiniões e participando ativamente do cotidiano da emissora.

Segundo Simone esse tipo de integração é de suma importância, uma vez que permite que os profissionais estejam em contato com a rotina do outro, além de ganharem a visibilidade que merecem, o que, por sua vez, gera reconhecimento, respeito e valorização. Ela também nos conta que é graças a essa integração, desse unir as realidades que o preconceito pode desconstruído, e o respeito ser, enfim, conquistado.

Nessa primeira parte da terceira etapa do projeto acompanhamos um pouco mais da rotina do Jornalismo na Rede Minas, passando por todas as principais áreas envolvidas na produção de conteúdo original da emissora, além de claro, um ótimo papo sobre respeito e valorização do trabalho do outro.

 

Ana Carolina Vaz, Débora Maia, Jhonathann Gomes, Mateus Henrique Machado e Victor Oliveira.

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