Rede Minas | Visita à Produção

Hoje daremos continuação à terceira etapa do nosso projeto em conjunto com a Rede Minas. Dessa vez a visita em questão foi realizada no dia 04 de outubro, e o intuito foi o de conhecer um pouco mais do Setor de Produção da emissora, desde suas instalações (ilhas de produção e de edição) à visita aos núcleos individuais de cada programa. Neste post daremos foco aos programas individuais aos quais visitamos.

 

Sou 60

 

Dedicado ao público da terceira idade, Sou 60 é um programa semanal, que hoje está em sua terceira temporada. Quanto ao processo de produção do programa, segue-se o seguinte roteiro: primeiramente, são feitas as reuniões de pauta, para que sejam decididos os temas e o modo como serão feitas as etapas; em seguida são realizadas pesquisas, captação de fontes e contato com as fontes de interesse.

Eles funcionam por indicação, ou seja, alguém indica um terceiro e por meio dessa indicação será feita a criação do programa. Um exemplo de como a indicação funciona e de como tal metodologia pode ser interessante aconteceu quando foi feita a indicação de contato de cinco centenários, além da entrega de inúmeras informações interessantes, o que acabou resultando no surgimento do programa dos centenários. Neste caso trata-se de uma situação atípica, onde os produtores recebem o material quase pronto e apenas precisam lapidá-lo para ir ao ar.

Segundo a equipe de produção do programa, a etapa mais complicada é a coleta de fontes, seguida pelo contato com tais fontes. Ainda que possuam uma agenda bastante organizada, bem como o auxílio de diversos especialistas e pessoas para o funcionamento do programa, tais etapas garantem um bom desafio em seu trabalho.

Diferentemente da captação de fonte, segundo a equipe, a gravação é a etapa mais fácil: as filmagens são realizadas pelos cinegrafistas, além de contarem com uma câmera Nikon extra, utilizada pela supervisora para obter trechos mais pessoais, bem como a câmera de celular para a gravação do Making Off.

Variando de programa a programa, os locais onde serão feitas as filmagens dependem da pauta do programa e dos entrevistados. Por exemplo, em um de seus episódios o tema foi Yoga, sendo esse gravado em uma academia, já para outro episódio com o tema atividades físicas na terceira idade, as gravações se dividiram nas residências dos entrevistados, em seus trabalhos e nos parques onde essas atividades são praticadas.

 

Programa Agenda 

 

Já mencionado aqui no LabCon, o programa agenda foi alvo de uma das primeiras ações que realizamos com a Rede Minas. Sendo ele o único programa diário produzido pela emissora, o método de produção utilizado é bastante distinto dos demais.

Devido ao seu formato de programa diário, as pautas de seus episódios são definidas na semana anterior a parte de uma reunião de pauta – normalmente realizadas as quintas ou sextas-, onde serão discutidos os temas, as abordagens e quaisquer outros assuntos referentes ao programa.

Quando gravado, o programa é exibido no mesmo dia de sua produção. A rotina é basicamente a seguinte: nos andares mais baixos onde se localiza o Estúdio, são gravadas as cabeças, que logo em seguida são exportadas e direcionadas para a edição. Quando esse momento acontece, normalmente as matérias que irão fazer parte do programa já estão prontas, sendo necessário, apenas, que se unam todos as partes em um único arquivo, que será, finalmente, levado para a exibição. No entanto essa metodologia está para encontrar seu fim, tendo em vista que a equipe está conversando sobre a possibilidade de, logo após as gravações, o programa é levado direto para a exibição, sem que haja a necessidade de passar previamente pela edição.

A equipe é pequena e composta por: Marcelo (Diretor), Fernando “Tiba” Tibúrcio (Apresentador), Dani (Repórter), Brenda (Produtora e responsável pela Logística), Ana (Estagiária), Davi e Luigi (Editores) e um outro produtor e repórter.

 

Programa Harmonia

 

Indo ao ar todo Domingo às 20 horas, o Harmonia é um programa semanal sobre música clássica – não dividido em temporadas. Cada um de seus episódios são produzidos ao longo da semana, começando pela definição da pauta, captação de contatos e a produção de fato.

O programa é dividido em duas partes: a primeira composta por entrevistas, reportagens e curiosidades, e a segunda composta pelo que se assemelha a um recital de música clássica de 50 minutos.

Semanalmente são recolhidos materiais a serem utilizados como conteúdo para os programas, podendo varia a forma como são produzidos, desde que esteja interligado com o cenário da música clássica, como é caso das entrevistas, normalmente gravadas em museus e parques. O programa não possui um estúdio próprio dentro da emissora, o que acaba se tornando uma espécie de incentivo para gravações em ambientes “abertos” como Inhotim, Museu Mineiro e o Museu da Cemig.

A definição da pauta varia de acordo com o que está acontecendo no cenário cultural da cidade. Os produtores, que também fazem a curadoria, são amantes de música clássica, o que os leva a ter uma boa lista de contatos e fontes, além da constante busca de informação.

Assim como o Jornalismo possui suas matérias gavetas – material produzido com o intuito de contornar imprevistos ou produção de especiais – o programa Harmonia possui o seu próprio acervo, que pode vir a se tornar conteúdo extra, por exemplo, para a web.

Por último, mas não menos importante, é hora da finalização dos programas. A mesma ocorre de maneira rápida e dinâmica. Feita a gravação e captação de material, o programa vai para a edição, e em seguida vai para a aprovação – ou não – dos produtores, sendo essa uma situação não consolidada, já que o mais comum é que os produtores acompanham a edição.

 

Programa Ribalta

 

Tratando do cenário teatral de Belo Horizonte, o programa Ribalta funciona como uma série, possuindo, até o momento, duas temporadas. A sua primeira temporada teve como foco os grandes diretores que transformaram o fazer teatral belorizontino, e em sua temporada atual seus olhares estão voltados para as atrizes e atores.

Compara às demais, a equipe do Ribalta é pequena, sendo composta apenas por duas produtoras e repórteres. Para que o programa funcione plenamente, eles “pegam emprestado” funcionários de outros setores que os ajudam, como os cinegrafistas e editores.

Com um formato interessantíssimo, o programa é dividido em quatro etapas, o que faz com que sua produção seja um pouco mais demorada. A primeira etapa consiste na decisão das pessoas relevantes para o programa. Feita a escolha, essa pessoa deverá escolher mais dois parceiros criativos. Em seguida, aqueles escolhidos para aparecer no programa são gravados em uma conversa – onde existe a tentativa de ser o mais natural, descontraído e impessoal possível. Feita essa parte, ocorre uma pesquisa e escolha de pessoas que darão depoimentos sobre o tema, sendo escolhidos aqueles mais interessantes a se unirem ao material final. Por fim todo o conteúdo captado é transformado em uma obra lapidada, sendo ela exibida aos personagens principais do programa, que são gravados nesse momento do “react”, se unindo ao produto final.

Atualmente o principal trabalho da equipe está na organização das matérias para disponibilização das mesmas no site que está sendo criado, o que está dando muito trabalho. Quanto a segunda temporada, todos os seus episódios já estão gravados e quase todos editados.

 

Noturno & Hipershow

 

Com equipe reduzida e compartilhada – aproximadamente três pessoas -, Hipershow e Noturno são programas semanais que tratam do cenário da música, indo ao ar, respectivamente, às 16 horas e às 22 horas.

O processo de produção é bastante similar para os dois programas. Como de praxe, inicialmente são escolhidas as pautas, o que inclui a pesquisa de shows importantes – o que para isso os programas contam com a ajuda de uma curadoria especial que fica a cabo de coletar informações sobre todos os shows em Belo Horizonte. Em seguida entram em contato com a assessoria dos artistas para obterem o aval de gravação dos shows – que também deve vir por parte dos responsáveis pelos locais de realização dos eventos.

Uma vez gravados, são feitos cortes em cada música que fizeram parte dos shows e depois elas são montadas junto com as cabeças do programa – Sendo o Luís o apresentador do Hipershow, e o Túlio Mourão o apresentador do Noturno. As cabeças são, na verdade, as informações que irão aparecer no intervalo entre cada música, contendo curiosidades sobre o artista, o local, e a música em si.

 

Montagem do Estúdio do Hipershow

 

Como última parte de nossa visita pudemos acompanhar a montagem do novo estúdio do Hipershow. Uma vez que a emissora migrou para uma nova sede, os estúdios estão em processo de atualização e montagem, o que acabou deixando o estudo um pouco diferente do anterior.

Devido à falta de recursos, a montagem foi bastante complicada, mas nada que a equipe criativa junto ao seu esforço coletivo não desse conta. Usando alguns materiais simples e o jogo de profundidade, luz e sombra, o estúdio recebeu um ar belo e clean, utilizando conceitos semelhantes aos aprendidos na faculdade, o que deixou o local com uma similaridade de elementos com a Catedral de Brasília e com as obras do Niemeyer.

No post de hoje – segunda parte da terceira etapa do projeto – falamos um pouco sobre alguns programas da emissora e da rotina enfrentada pelas equipes responsáveis por tais programas, além de acompanharmos de perto a montagem de um novo estúdio dentro da série. A terceira e última parte dessa etapa irá finalizar essa etapa com a produção, sendo ela uma conversa direta com o diretor deste setor.

 

Ana Carolina Vaz, Débora Maia, Jhonathann Gomes, Mateus Henrique Machado, Victor Oliveira.

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