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#RedeFace Ajude Um Pet

Caio Paranhos e Gabriela Freitas 

Ajude Um Pet é um projeto de site idealizado por Gabriela Freitas, membro do grupo, que é desenvolvido junto a uma equipe de amantes de animais. A ideia é, resumidamente, criar um mapa colaborativo online onde os usuários serão responsáveis por mapear os animais de rua em sua cidade. Esses mapeamentos serão enquadrados em vários contextos, tais como: resgate, perdidos e achados, lar temporário, adoção etc. A ideia é que os voluntários criem uma rede colaborativa, onde todos poderão ver o que está acontecendo na cidade e cada um possa escolher como ajudar.

A página do Facebook do projeto posta basicamente notícias e informações sobre animais e a rede de proteção que existe. Fizemos a análise com base nas interações entre as páginas que compõem a rede. Quando começamos a análise, a página tinha 818 curtidas, e curtia oito páginas.

ajude pet

A página do projeto trabalha com posts informativos e relacionados ao  universo dos animais domésticos.

 

Print screen da rede no software Gephi com aplicação da modularidade por cores

 

Quando se aplica a modularidade a rede se reorganiza em quatro subgrupos, que correspondem ao grau de conexão entre elas. São elas:

 • Vermelha: páginas relacionadas ao público que se interessa especificamente por gatos. Também estão presentes páginas da rede de proteção animal, mas é interessante ver que temos aqui uma rede com conteúdo mais informativo e divertido. Por exemplo, temos uma celebridade no meio que é o Jackson Galaxy, que é o apresentador do programa My Cat from Hell. Ele vai até as casas das pessoas e tenta entender problemas de comportamento dos gatos residentes. Também temos a Medicina Felina, Notícia Animal e o portal Click Pata de conteúdos informativos. É interessante pensar que se forma uma rede muito grande para troca de informações entre donos de felinos, pois são animais com muitas especificidades, como a pouca expressividade ao demonstrar dor e afeto (ao contrário dos cães), além de serem mais difíceis de adestrar.
• Creme: concentra associações de adoção e de apoiadores. É um grupo mais próximo e conectado, as páginas desse grupo têm mais curtidas e estão mais próximas entre si, o que faz todo o sentido. As pessoas que trabalham com proteção animal veem muita vantagem em se unir em equipes e dividir as tarefas do voluntariado, além da vantagem de procurar ajudas específicas. Outra razão é que, quando as pessoas têm um animal pra adoção, elas não tem como divulgar de forma ampla e efetiva em um lugar só, então elas divulgam o bichinho de forma difusa nas redes, o que justifica elas participarem de tantas páginas similares. De fato, é uma rede bem conectada de proteção de animais abandonados.
• Verde: páginas de Belo Horizonte e Minas Gerais. Várias cidades já têm ONGs atuando na causa animal e muitas pessoas envolvidas na causa. Mas os mineiros, e em especial Belo Horizonte, têm muitos anos de causa, sendo que os próprios protetores chamam a cidade de “Capital nacional da proteção animal”. Já é muito comum aqui a distribuição de tarefas para salvar um animal de rua através de grupos no Facebook (uma pessoa resgata, outra dá lar temporário, outra dá recursos, outra divulga nas redes sociais…), então era de se esperar que elas tivessem conexões recíprocas muito fortes. Destaca-se como ONG centralizadora a Cão Viver, que tem uma sede própria e muitos seguidores espalhados pelo Brasil, por ser a maior de Minas Gerais e uma das maiores do Brasil. O Ajude um Pet também está inserido nesse grupo, e pelo próprio nome, mesmo as pessoas que não conhecem o projeto e não curtem a página entendem que ele atua diretamente na causa. É notável nas ruas da região central de Belo Horizonte a pouca quantidade de cães em situação de rua. Não podemos atribuir isso à rede de proteção e nem dizer que é um problema solucionado, mas Belo Horizonte têm boas iniciativas pela causa, inclusive da Prefeitura que oferece castração gratuita aos animais. Assim como a rede de proteção o abandono também é muito grande e o problema persiste em vários bairros da cidade.
• Azuis: apenas três esferas ‘perdidas’. São elas: Leela Artes (não tem a ver com o meio animal, mas curte várias páginas relacionadas. Provavelmente é uma artista que admira o trabalho da rede de protetores), Cansei de ser Gato (página de fotos divertidas, onde um gato aparece com uma fantasia diferente todo dia) e o projeto Patinhas Carentes RJ.

Print screen da rede no software Gephi com aplicação do grau de saída por escala de cor

Além de aplicar a modularidade para estudar as relações que se constróem nessa rede, quisemos estudar os graus de saída e entrada para visualizar, de forma crua, o quão solidárias essas redes são umas com as outras. Pudemos constatar o seguinte:
• Saída: as páginas Resgatinhos e Amigo não se Compra, representados pelos círculos roxos, são as páginas que mais curtem outras páginas da rede. O Resgatinhos é uma ONG de Campinas que trabalha de forma similar a maior ONG do Brasil (Clube dos Vira Latas), só que somente com felinos. O Amigo Não se Compra pode ser comparado com o Ajude um Pet, pois também é um site colaborativo, onde as pessoas postam os animais que possuem pra adoção no Brasil inteiro (uma boa explicação do porque eles curtem tantas páginas, eles precisam de alimentação no banco de dados sempre).  No meio temos muitos ‘protagonistas’, a maioria figuras e ONGs importantes para a rede de proteção animal, como a Luiza Mell, modelo que foi apresentadora de um programa sobre a causa animal, e o próprio Clube dos Vira Latas.

Print screen da rede no software Gephi com aplicação do grau de entrada por escala de cor

• Entrada: A página Resgatinhos também é uma das mais curtidas, mostrando uma reciprocidade. A página Clube dos Vira-Latas é uma das mais curtidas, mas das que menos curtem, mostrando que é uma página mais conhecida e influente. As páginas mais curtidas estão dentro da rede de adoção e apoiadores, dentre elas, Luísa Mell, apresentadora de programa sobre animais de estimação (defensora dos animais), e a Pedigree.
A conclusão que chegamos com essa análise, é que a rede de proteção animal no Facebook é uma rede muito unida. Os protetores, voluntários e simpatizantes da causa já compreendem que devem se solidarizar para ajudar os animais em situação de risco, então eles buscam informação e divulgação em várias instâncias. Uma possibilidade que levantamos para aumentar o alcance da página do projeto, é tentar buscar apoio com a principal comunidade da cidade (Cão Viver) e de páginas que estão inseridas de forma incisiva no grupo verde, além das páginas que tem muito grau de saída e possuem várias curtidas, como a Resgatinhos e a Amigo Não se Compra.

Equipe

Caio Paranhos e Gabriela Freitas 

Etapas desta publicação

Proposta  

8 comments

  • saulogargiulo

    Bom dia.

    Fiquei impressionado com os dados trazidos neste trabalho. Meu conhecimento sobre essas questões de adoção e direitos dos animais é bastante superficial. Me pergunto se algum membro do grupo milita por essa causa, pois o domínio do assunto abordado teve reflexo direto no produto, enriquecendo muito a análise da rede. Gostei bastante.

  • Mariana Gonzaga

    Muito legal o tema, é bom ver que existe essa rede colaborativa em prol dos animais! Uma coisa que senti falta foi de mostrarem nas figuras as páginas citadas, isso daria uma visão mais completa do assunto.

  • Laura Tupynamba

    O tema é realmente muito interessante. Legal também como os grupos foram organizados quando a ‘modularidade’ foi aplicada e as conclusões que vocês foram capazes de chegar. Acho que uma apresentação mais detalhada da página seria útil na nossa compreensão dos resultados (número de curtidas, por exemplo).

  • Harlley Soares

    Muito interessante o tema, porém senti falta dos dados quantitativos – quantidade de categorias e quais são, likes, nós, etc – e mais imagens que pudessem deixar de forma mais clara as interações entre as páginas.

  • Luís Felipe Garrocho
    Luís Felipe Garrocho

    Primeiro de tudo, deem uma olhada na formatação da postagem, ela está mudando do início ao fim.

    Segundo, faltou um maior aprofundamento da análise inteira. O que o Harlley menciona sobre a falta de dados quantitativos é um dos problemas. Um outro, mais principal, é a falta de uma conclusão do assunto. Qual reflexão final pode ser retirada da análise da rede em torno da página? O meio do texto traz de forma mais completa as questões que perpassam à rede, mas ao final o assunto é deixado de lado. A impressão final é de um texto produzido por duas pessoas separadamente, e não em conjunto.

    • Caio Paranhos

      Luís, fizemos algumas correções possíveis. Infelizmente o WordPress não oferece opções de formatação de texto, então as fontes ficaram divergentes pois não foram escritas no próprio editor do blog, o que não atrapalha a leitura. Obrigado pelo comentário.

      • Carlos d'Andréa

        Oi, Caio, nesse caso é preciso mexer no código… O ideal é escrever no bloco de notas para não levar sujeira de código do Word e similares para o WP…. No mais, rede bem interessante, ainda que tenham faltado aprofundar mais… abs!

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