Reestruturação na Antônio Carlos: progresso ou retrocesso?

Título: Reestruturação da Antônio Carlos: progresso ou retrocesso?

Pauta de: Aline Cabral, Ana Carolina Gomes, Bianca Andrade e Leandro Lourenço

FOCO: Planejamento da obra e intervenção na Avenida Presidente Antônio Carlos

 

ABORDAGEM:

A reportagem irá discutir o planejamento das obras mais recentes da Antônio Carlos, contemplando os custos, os prazos e procedimentos de cada uma de suas duas etapas:

– primeiramente, realizaram-se obras de ampliação da Avenida Antônio Carlos e a construção de pistas separadas para carros e ônibus;

– em seguida, com a decisão da implementação do BRT (Bus Rapid Transit), foi necessária a troca da pavimentação do asfalto (que há pouco tempo tinha sido colocado) para o concreto.

A ideia é problematizar o impacto dessas mudanças e comparar os dados que envolvem as obras.  Segundo a Prefeitura, a implantação de infra-estrutura para o BRT visa a otimização do sistema, no sentido de propiciar conforto, segurança e fluidez para os usuários do complexo Mineirão/Mineirinho, bem como pontos turísticos da Pampulha, aeroporto da Pampulha e a própria da região. Contudo, não houve nenhuma justificativa ou declaração oficial dos órgãos de planejamento sobre a decisão de alteração da obra ou a razão da implantação do BRT não ter sido colocada em prática antes – o que evitaria a necessidade da segunda obra. As mudanças que foram necessárias com a segunda etapa causaram um enorme gasto em mão-de-obra, desperdício de material e transtornos para as pessoas e veículos que transitam pela avenida.

Alguns dados que podem ser interessantes: a avenida começa na região central de BH (Lagoinha) e se estende por cerca de oito mil metros na direção norte até a Barragem da Pampulha; pelas avenidas Antônio Carlos e Pedro I, circulam cerca de 90.000 veículos por dia e, cerca de 500 viagens de ônibus, no horário de pico; as primeiras etapas da duplicação foram concluídas em 2008, ou seja, no mesmo ano em que os planejamentos para a implantação do BRT começaram (segundo a licitação/contrato).

 

FONTES:

●     Assessoria da Prefeitura (Serviços Urbanos) Thanise Reis – 3246-0111 – comunicasmsu@pbh.gov.br

●     Assessoria regional Pampulha – Andrea – 3277- 7889 – gercomp@pbh.gov.br

●     Diretor-geral do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG), José Elcio Santos Monteze. – (31)3235-1201 – assdg@der.mg.gov.br

●     Moradores dos bairros próximos à avenida (alguns depoimentos podem aparecer na forma de um o “povo-fala”)

●     Especialista em Transporte – Nilson Tadeu Ramos Nunes – Chefe do Dpto. de Eng. de Transporte da UFMG – (31)3409-1745

●     Pesquisadores da UFMG especialistas em transportes – Mário Rodarte – (31) 3075-4968 (celular em página específica)

Wanderley Ramalho – (31) 2125-0800/ (31) 3279-9110/ (31) 3201-0572 (celular em página específica)

PERGUNTAS CENTRAIS

1. Quais problemas essas obras buscam resolver?

2. O planejamento da obra é baseado no número de carros em circulação na avenida? Se sim, ela busca suplantar os problemas de trânsito em que medida?

3. Essas obras preveem o crescimento da cidade?

4. Quais as implicação da implantação de um sistema de transporte já um tanto quanto antiquado como o BRT?

 

PERGUNTAS SECUNDARIAS

–     Perguntas para Assessoria da Prefeitura, Assessoria regional Pampulha, Departamento de Estradas de Rodagem (DER/MG):

1. Por que foi colocado asfalto na duplicação da Antônio Carlos e, logo depois, foi necessário retira-lo por causa do BRT? Onde está o planejamento nisso tudo? (caso seja dada uma resposta que indique a primeira obra como um “adiantamento” da segunda, questionar sobre o gasto excessivo de dinheiro público)

2. Quais foram os prejuízos dessa obra?

4. Quais foram os mecanismos decisórios da obra?

5. Qual a postura do governo em relação ao desperdício de dinheiro?

 

– Perguntas para os moradores do entornos da Avenida Antônio Carlos:

1. O que você achou da alteração dos planos da primeira obra (ampliação da via)? E da quebra do asfalto para pavimentação de concreto?

2. A obra causou transtornos pra você? Quais? Quais seriam as possíveis soluções?

3. Qual seu posicionamento em relação à implantação do BRT?

 

OUTROS RECURSOS:

Pode ser utilizada uma linha do tempo. Ela pode apresentar datas e etapas das obras que vem sendo feitas nos últimos anos na Avenida Presidente Antônio Carlos.

 

SITES DE REFERÊNCIA E PESQUISA:

http://www.copatransparente.gov.br/busca_de_acoes (buscar por Antônio Carlos) – contratos e licitações.

http://www.transportes.mg.gov.br/

http://portalpbh.pbh.gov.br/p

 

SUBPAUTA : Box sobre o BRT

 

O BRT é um sistema operacional de ônibus em corredores, apresentando maior fluidez e velocidade dos ônibus. Por trafegar em corredor sem a disputa com os outros carros, os ônibus podem ser de piso baixo, motores mais silenciosos, de tração limpa (elétrica ou híbrida), e articulados ou biarticulados

O BRT surgiu em 1974, em Curitiba, pensando-se não somente na praticidade, mas também na qualidade e do bem-estar da cidade, que não ficaria sobrecarregada com o fluxo intenso de automóveis. Sua implementação foi satisfatória, passando por diversas adaptações até chegar ao modelo conhecido hoje. Outros países incorporaram o BRT, com muito mais investimentos e aperfeiçoamentos que o Brasil, e atualmente já é considerado um pouco ultrapassado, além de ser uma solução somente a curto prazo e não uma solução duradoura ou plena, pois não é capaz de atender todas as necessidades de transporte em grandes cidades.

 

FONTES: As fontes da Subpauta são as mesmas da Pauta principal.

 

SITES E REFERÊNCIA:

http://www.embarqbrasil.org/node/122

http://www.ecodesenvolvimento.org/noticias/ecod-basico-onibus-de-transito-rapido-brt

http://www.ntu.org.br/novosite/arquivos/Ramon_Victor.pdf

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2011/11/16/interna_gerais,262133/sistema-brt-vai-tirar-800-onibus-do-centro-de-bh.shtml

http://www.embarqbrasil.org/node/122

http://www.brtbrasil.org.br/index.php/brt#.UKKIhYc72yo

 

PERGUNTAS:

1. Onde será instalado o BRT em Belo Horizonte? Em que avenidas?

2. Qual a diferença do BRT para os outros ônibus? Qual sua tração? Por que foi necessária as mudanças no tipo de material das pistas?

3. Como será o seu funcionamento com relação as passagens, pontos, itinerário? Quais impactos ou mudanças irão ter para o usuário a implantação desse novo sistema de transporte coletivo?

4. Com essas obras a Prefeitura está buscando a melhoria do transito. Por que foi escolhido como recurso o BRT? Ele possui alguma vantagem com relação a outros recursos como o metro? Ele irá resolver os maiores problemas do trânsito na Avenida Antônio Carlos?

3 comments

  • Carlos d'Andréa

    Ok, grupo, vocês trabalharam bem esta pauta “central” da cobertura que planejamos.

    Reparem, no entanto, que as perguntas estão um tanto “descoladas” da abordagem proposta logo antes. Se a abordagem é a mudança no planejamento da obra e os impactos (financeiros, inclusive) disso, não faz sentido focar as problemas na durabilidade das soluções em implementação.

    As perguntas secundárias estão bem mais alinhadas!

    Para que a pauta fica mais organizada, publique a relação de fontes depois da abordagem, ok?

  • Marina Patrus

    Olá, pessoal! Eu e a Marina Patrus gostamos muito da sugestão de pautas de vocês! Vamos elaborar uma matéria para o Laboratório de Produção de Textos a partir dessa ideia. 🙂

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *