Estação Central

DESENVOLVIMENTO +

[ Descrição do processo ]

[ substituição de pauta]

Pauta caída: Mercado Central de BH.
A proposta inicial era explorar e documentar o Mercado Central de Belo Horizonte, mas empecilhos burocráticos nos levaram a optar por outro espaço localizado no Centro da cidade e também de grande movimento: a Estação Central.
Munidos com uma câmera e um tripé, nos dirigimos à estação pouco antes das 9h, ainda no período de maior movimento (até este horário, a frequência de de chegada dos metrôs é de cerca de dois minutos). Deste modo, foi possível registrar um fluxo considerável de pessoas deixando a estação, dando uma dimensão da utilização do serviço.
Foram captados registros no lado de fora da estação, logo de frente à escadaria principal (onde os passageiros parecem “brotar” do chão) e também da própria escadaria, captando as catracas. Ali foram feitos vários registros audiovisuais e percebemos que, mais do que o barulho dos trens, é o som das catracas girando que é incessante; é o som mais característico da estação, onde as pessoas permanecem relativamente silenciosas.
Também registramos o túnel que leva à Rua Sapucaí, no bairro Floresta, e é uma entrada secundária para a estação. Este túnel é coberto de intervenções como pichações, stickers, cartazes e até pinturas (a escadaria é totalmente colorida).
Da área de embarque, captamos mais sons e imagens. Belo Horizonte, roça grande que é, nos proporcionou uma cena incrível: pássaros dentro da própria estação, cantando alegremente, que se calavam quando o metrô chegava, mas logo voltavam a cantoria quando este partia. O movimento de desembarque ainda era maior do que o de embarque, neste horário, mas logo ambos os fluxo diminuíram rapidamente após 9h30.
Com este material, produzimos uma página transmidiática com vídeos, audioslides e gifs, de modo a dar uma dimensão do espaço de trânsito que é a Estação Central – cravada há anos no Centro de Belo Horizonte, sempre cumprindo sua tarefa transitória, onde indivíduos vêm e vão em instantes. O que fica mesmo é o barulho das catracas.

Equipe

Hélio Brandão e Jullie Utsch