Movimentos de ocupação dos espaços públicos – Desenvolvimento

DESENVOLVIMENTO +

[ Descrição do processo ]

Mídias e Linguagens – Desenvolvimento

“Um dia em BH com até 50 reais”

 

Tema: Um dia em BH com até 50 reais

Foco: Roteiro pelos movimentos de ocupação dos espaços públicos

 

Relatório de desenvolvimento

Como optamos por um roteiro que mostrasse os movimentos alternativos que acontecem em Belo Horizonte, o primeiro passo foi descobrir quais eram esses movimentos e como eles aconteciam. É importante deixar claro que por movimentos de ocupação do espaço público queremos dizer ações espontâneas ou não que promovam o uso de locais públicos para atividades de lazer gratuitas e de livre participação.

Apesar da dificuldade em selecionar as ações devido à grande variedade de iniciativas, optamos inicialmente por falar das seguintes:

Sarau Vira-Lata – Promove encontros entre amantes de poesia, que recitam e compartilham versos de autoria própria. É possível participar também como ouvinte.

Espaço Comum Luiz Estrela – Recebe e promove eventos de todos os tipos: shows, debates, encontros de poesia, oficinas de arte… Os eventos são organizados pelos próprios frequentadores e custeados com arrecadação própria.

Feira Grátis da Gratidão – Reúne pessoas interessadas em doar ou receber objetos de qualquer tipo. O lema é “Traga o que quiser (ou nada) e leve o que você quer (ou nada)”, ou seja, basta chegar.

Quarteirão do Soul – Realiza encontros musicais de amantes do ritmo. Para participar, é só chegar e dançar: os próprios participantes ensinam os passos.

A primeira coisa que descobrimos ao investigar as ações foi que não iríamos traçar um roteiro por lugares, mas por eventos (mesmo o Espaço Luiz Estrela sendo um lugar físico, as atividades lá realizadas não são diárias ou constantes). Nesse sentido, o tema “um dia em BH até 50 reais” será colocado como o mapeamento dos eventos gratuitos abertos que acontecem na cidade. Decidimos então acompanhar esses eventos e conversar com os realizadores e frequentadores para conhecer melhor os objetivos e como se dá a realização.

Estamos em contato com os organizadores, conversando com os frequentadores, coletando fotos e relatos, e pesquisando mais sobre as iniciativas para responder as perguntas que a matéria pede. Não fizemos nenhuma participação até agora devido à incompatibilidade com a agenda dos eventos.

Sobre o produto final, observamos que os movimentos escolhidos fazem divulgação individual, utilizando apenas de suas páginas ou perfis no Facebook para organizar atividades e chamar mais pessoas. Pensamos então em, além de redigir a matéria, criar uma página onde os visitantes recebam um compilado todos os eventos e ações, de forma a divulgar e incentivar a conexão entre os movimentos, já que todos tem em comum o desejo a utilização dos espaços públicos como local de lazer.

Essa página funcionaria em parceria com as páginas dos movimentos, linkando sempre as postagens às suas respectivas ações. Também seria uma oportunidade de promover uma maior interação com os frequentadores, já que podemos publicar mensagens via inbox ou Twitter, e fotos enviadas pelo Instagram – inclusive com a hashtag proposta pelos colegas de outro grupo, #BHate50, já que todas as atividades são gratuitas e os participantes arcarão apenas com custos de alimentação e transporte.

Um exemplo de página nesses moldes que deu certo é a página Carnavaliza BH, que, durante o Carnaval deste ano acompanhou os bloquinhos que percorreram a cidade de Belo Horizonte. A página se caracteriza por não ser um movimento próprio, mas de divulgação de ações de outros movimentos em prol de um objetivo em comum: recriar o Carnaval de rua.

Queremos batizar a página com um nome que remeta a uma verdadeira campanha de ocupação dos espaços públicos para atividades de lazer. Inicialmente surgiu a ideia de “Ocupe BH”, mas ainda não definimos se é isso mesmo.

Com a definição do roteiro por eventos, o uso de mapas interativos fica ligado à agenda da semana ou do mês e as imagens referentes à cobertura fotográfica dos eventos, feita colaborativamente.

Também cogitamos a possibilidade de criar um app do tipo: “o que está acontecendo?”, que o usuário acessaria para saber as opções de eventos ou ações numa data e num raio pré-definido por ele. Um exemplo de app que faz isso é o Cultura de Ponta, que divulga eventos culturais e artísticos nas zonas carentes de São Paulo.

 

Referências:

 

Equipe

Bruna Moreira e João da Mata

Etapas desta publicação

Proposta

3 comments

  • Anna Luísa Silveira

    Como o Pedro falou, a ideia de reunir os eventos em um mesmo lugar de fácil acesso é ótima e fortalece também a questão de ocupação do lugares públicos, mesmo que eles não tenham conexões entre si. A página Carnavaliza BH foi praticamente minha única fonte de informação sobre os blocos de carnaval, se vocês conseguirem algo similar tenho certeza que terá sucesso. Também gosto do aplicativo, mas acho que vocês poderiam focar inicialmente na criação da fan page e na sua divulgação.

  • Pedro Lucchesi

    Olás,

    Essa ideia de reunir em um mesmo lugar várias opções de eventos realizados em prol da ocupação do espaço público, da troca de ideias e dos encontros, é muito interessante. Como vocês disseram, “todos tem em comum o desejo a utilização dos espaços públicos como local de lazer”, desse modo acho super válido reunir em um mesmo lugar, informações sobre essas atividades.
    Faço apenas uma sugestão: Na etapa produto, eu mudaria o título da postagem, porque acho que “Movimentos de ocupação dos espaços públicos” não deixa muito claro qual é a proposta de vocês, embora fale sobre qual é o tema.