Rotina dos Moradores da Área FIFA com as manifestações de junho de 2013

PAUTA +

Laboratório de Pauta e Apuração

Alunos: Cícero Pedro

Letícia Fontes

Tema: Rotina dos Moradores da Área FIFA com as manifestações de junho de 2013

Histórico e Resumo:

As “cidades-Fifa” são áreas de 12,5 km² ou de 2 km de raio ao redor dos estádios que vão receber os jogos organizados pela entidade máxima do futebol. Conforme previsto no Artigo 11 da Lei Geral da Copa, a FIFA tem o direito de impor restrições comercias em vias de acesso.

A linha imaginária do raio da FIFA passa próximo ao Anel Rodoviário, engloba parte de seis bairros (São Luiz, São José, Liberdade, Aeroporto, São Francisco e Ouro Preto), além se apossar de famosos pontos turísticos, como a Igrejinha da Pampulha e a Casa do Baile. Mapa oficial área FIFA :  http://copa2014-admin.copa2014.gov.br/sites/default/files/mapa-mobilidadebh_0.jpg

Vizinhança. Os moradores do entorno do Mineirão estão convivendo com obras, mudanças na mão de direção de algumas vias e demais alterações viárias desde o início da reforma do estádio, em julho de 2010. Não é novidade, também, para os moradores locais a aglomeração de torcedores, carros, vendedores ambulantes e cambistas perto de suas casas.

Paralela à essa situação nova da Copa das Confederações, alguns moradores da Região Pampulha se depararam, durante o campeonato, com uma onda “inédita” de manifestações. Apesar de BH ter tido diferentes pontos de protestos, nos dias de jogos um caminho se tornou certo: milhares de pessoas marchavam da Praça da Sete, região central de BH, até as regiões próximas da UFMG na Avenida Antônio Carlos e Avenida Abrahão Caram (dentro da Área FIFA). O caminho era geralmente calmo, no entanto, ao se aproximar da força policial, o confronto era intenso.

Proposta:

A matéria deve retratar como foi a relação entre moradores da área FIFA com as manifestações de junho. Nessa abordagem, diferentes opiniões surgirão, não somente em relação a atuação da FIFA, mas também aos protestos realizados. Diante dessa questão, a matéria não deve somente transcrever essas opiniões, mas também organizar casos e histórias que levaram as pessoas as suas constatações. Assim, as fontes que conseguimos podem fornecer material sólido para esse exercício.

Perguntas:

Moradores:

Quais eram as expectativas em relação à preparação, pela FIFA, da região para os jogos?

De que maneira as manifestações de junho afetaram o cotidiano dos moradores da região?

Diante do caos que, em alguns dias, assolou os dias de jogos no Mineirão, na Copa das Confederações, como foi que os policiais abordaram os moradores?

Os moradores eram tratados da mesma maneira que os manifestantes? Se não, qual a diferença?

O acesso à moradia dos entrevistados foi dificultado nos dias de jogo? Se sim, dificultado por quem e de que maneira?

Qual era a situação da casa dos entrevistados nos dias das manifestações? Ameaças? Barulhos? Vandalismo? Abuso de autoridade?

Houve abuso de autoridade por parte dos policiais?

Como os moradores irão se preparar para a Copa do Mundo, considerando que provavelmente haverá outras manifestações?

Histórias nos dias das manifestações

Associação:

Quais eram as expectativas em relação à preparação da região para os jogos?

De que maneira as manifestações de junho afetaram o cotidiano dos moradores da região e a própria organização da FIFA?

Após os jogos, as críticas mais recorrentes dos moradores da região eram mais voltadas a FIFA, às manifestações ou a outros aspectos?

Os moradores estavam preparados para as manifestações de junho?

Como os moradores irão se preparar para a Copa do Mundo, considerando que provavelmente haverá outras manifestações?

Quais serão as principais reivindicações da Associação para o ano de 2014? E quais as expectativas?

Fontes: As fontes com os contatos estão no arquivo “Fontes das pautas do especial “Viver e Trabalhar no Território Fifa – 2013/2” .

Recursos de Linguagem:

Texto verbal que intercale histórias e casos que aconteceram na época da Copa das Confederações, de forma a demonstrar como os personagens formaram suas opiniões. Devem-se recolher materiais que alguns entrevistados possuem dos dias dos protestos, como fotos das manifestações, tiradas tanto de dentro das manifestações quanto das casas dos moradores, e fotos posteriores aos protestos, que retratem algumas consequências, como objetos e lugares quebrados. No caso das histórias contadas, pode-se tirar foto de algum objeto/lugar/espaço/pessoa que esteja no caso relatado. No caso da Mariana Viana, por exemplo, quando ela falar que em uma manifestação até saiu com seu cachorrinho, e pode-se tirar foto desse animal de estimação. Ela também tem fotos tiradas de dentro de casa que mostram as manifestações e a fumaça entrando em sua moradia.

No caso das fotos, é viável incorporar as postagens nas redes sociais (facebook, twitter, instagram) feitas na época das manifestações, de modo a aproveitar o título de quem postou e os comentários dos amigos dos usuários.  Se na matéria tiver algum relato mais especifico sobre o BH nas Ruas, pode-se buscar essa postagem na página.

6 comments

  • Carlos d'Andréa

    Oi, dupla,
    a pauta é interessante e parece-me bem direcionada para que os colegas executem. Senti falta de mais detalhes da pré-apuração com as fontes, o que ajudaria até mesmo a justificar a indicação delas. No início do “Histórico/Resumo”, você falam da “linha imaginária do raio da FIFA” como se ela fosse uma coisa só, enquanto o mapa mostra que há níveis de restrição que não podem ser desconsiderados. Já a expressão “cidades-Fifa” é curiosa, mas me parece inadequada, inclusive por estar no plural.

  • Aryanne Araújo

    A proposta é bacana, apenas pensamos que para executar a pauta a abordagem pode se tornar tendenciosa. Nos pareceu que o ponto de vista inicial é de que os problemas que importunaram os moradores vieram das autoridades, o que foi possível perceber nas perguntas. Talvez fosse adequado também questionar sobre a relação desses moradores com os manifestantes, se conflituosa ou não.
    Aryanne Araújo, Gabrielle Cunha, Graziella Cintia, Raquel Siqueira.

  • Rafael Miguel, Luiz Guilherme de Almeida, Bruno Camargos

    Nosso grupo optou por essa pauta por se tratar de um tema pertinente, marcante e que acima de tudo trar’a desdobramentos futuros: as manifestacoes de 2014 que prometem ser intensas.
    A ideia do grupo ‘e tentar entender a rotina dos moradores durante as manifestacoes de 2013, ao mesmo tempo que embasar um progn’ostico para desdobramentos promissores de 2014.

  • Barbara Nery

    Achamos muito boa a escolha do recorte, a questão “Área FIFA” e suas particularidades ainda é desconhecida por muitas pessoas. Por este motivo, é válido explicar o que implica legalmente cada uma das definições de restrição da área, e se elas foram respeitadas, tanto por policiais quanto por manifestantes durante as manifestações. Fora isso, achamos que a pauta está muito bem construída, ótimo trabalho.
    (Grupo Bárbara Nery, Camila Santos, Carla Resgala, Débora Vieira e Pedro Mol – Mídias e Linguagens)

  • ciceropedro

    Acreditamos que colocamos os principais pontos da apuração pauta. Não só recolhemos os telefones e colocamos no texto, mas entramos em contato com as fontes e realizamos uma pesquisa para finalizar a pauta. Situamos os entrevistados acerca do tema especifico da matéria, e não nos aprofundamos mais nas conversas, mesmo que tivéssemos vontade, por acreditarmos que isso limitaria o trabalho do repórter. Logo, fizemos a pauta buscando atingir esse equilíbrio: direcionar a matéria e dar liberdade ao repórter. O principal foco da pauta é “relatos dos moradores”, e, a partir daí, demonstrar como os moradores, a partir de suas experiências, formaram algum juízo de valor. Escrevemos isso na pauta. Logo, se pareceu que o objetivo da pauta era realizar uma crítica, ou defender algum “lado”, essa não era a intenção. Até consideramos em falar com lados mais oficiais, mas isso iria simplificar a matéria, apresentando um falso conflito, com uma dicotomia vazia, com notas oficiais e opiniões contrárias que não acrescentariam a matéria. Por isso focamos nos moradores, e não só nos moradores, mas em suas histórias. A pauta, e as perguntas na pauta, não busca opiniões sobre autoridades e manifestantes, mas sim sobre as manifestações como um todo. E esse não foi um caminho pensado pela dupla, mas que foi levada pela própria pré-produção da matéria, pois ao pesquisar fontes, todas as pessoas consultadas falavam muito mais das manifestações. A pauta não é para uma matéria de dados, ou convencional, mas que foca nas vivências, indo além de tendências, mas buscando atingir experiências humanas.

  • ciceropedro

    Acreditamos que colocamos os principais pontos da apuração pauta. Não só recolhemos os telefones e colocamos no texto, mas entramos em contato com as fontes e realizamos uma pesquisa para finalizar a pauta. Situamos os entrevistados acerca do tema especifico da matéria, e não nos aprofundamos mais nas conversas, mesmo que tivéssemos vontade, por acreditarmos que isso limitaria o trabalho do repórter. Logo, fizemos a pauta buscando atingir esse equilíbrio: direcionar a matéria e dar liberdade ao repórter. O principal foco da pauta é “relatos dos moradores”, e, a partir daí, demonstrar como os moradores, a partir de suas experiências, formaram algum juízo de valor. Escrevemos isso na pauta. Logo, se pareceu que o objetivo da pauta era realizar uma crítica, ou defender algum “lado”, essa não era a intenção. Até consideramos em falar com lados mais oficiais, mas isso iria simplificar a matéria, apresentando um falso conflito, com uma dicotomia vazia, com notas oficiais e opiniões contrárias que não acrescentariam a matéria. Por isso focamos nos moradores, e não só nos moradores, mas em suas histórias. A pauta, e as perguntas na pauta, não busca opiniões sobre autoridades e manifestantes, mas sim sobre as manifestações como um todo. E esse não foi um caminho pensado pela dupla, mas que foi levada pela própria pré-produção da matéria, pois ao pesquisar fontes, todas as pessoas consultadas falavam muito mais das manifestações. A pauta não é para uma matéria de dados, ou convencional, mas que foca nas vivências, indo além de tendências, mas buscando atingir experiências humanas.

    Cícero Pedro , Letícia Fontes

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