Trabalhadores de rua da Catalão e Pedro II

Por Isadora Marques

Tema: trabalhadores de rua das avenidas Dom Pedro II e Presidente Carlos Luz

Histórico/resumo: as avenidas Presidente Carlos Luz e Dom Pedro II formam um dos principais trechos de acesso da Pampulha ao Centro de Belo Horizonte. Além disso, na Avenida Presidente Carlos Luz, conhecida como Catalão, está uma das portarias da maior Universidade da capital, a UFMG. Diante disso, é fácil concluir que inúmeras pessoas transitam diariamente pelo local. E todo mundo que já fez o trajeto Pampulha/Centro a partir dessas avenidas certamente já reparou que há diversos trabalhadores de rua em pontos fixos das duas avenidas durante todo o dia – e a noite também.

De segunda a sexta-feira, durante a tarde e o anoitecer, os malabares de alguns meninos e jovens chamam a atenção no sinal em frente ao McDonalds da Avenida Carlos Luz. Um pouco mais à frente, o cruzamento desta avenida com a Dom Pedro II é o ponto certo de trabalho dos flanelinhas. Durante todo o dia, eles aproveitam os momentos em que o sinal está vermelho para limpar os vidros dos carros que param por ali. Já à noite, a partir das 21h, mais ou menos, a atividade de rua acontece na Avenida Pedro II, próximo aos números 1.700 e 1.600, também aos fins de semana. Ali é o ponto de várias prostitutas travestis que passam a noite e a madrugada lá, à espera dos clientes.

Proposta da matéria: a matéria deverá abordar as diferentes formas de trabalho de rua realizadas nas avenidas Dom Pedro II e Carlos Luz durante o dia, a noite e a madrugada.

Perguntas gerais (comuns à todas as fontes):

  1. Quem são os trabalhadores de rua das avenidas Pedro II e Carlos Luz? O que eles fazem?
  2. Eles gostam das atividades que fazem nesses locais? Por quê?
  3. De que mais gostam nessas atividades? De que menos gostam? Por quê?
  4. Quantos são, em média, os malabaristas, as prostitutas e os flanelinhas? Qual é a faixa etária deles?
  5. Desde quando os malabares, a atividade dos flanelinhas e a prostituição ganharam espaço nessas avenidas?
  6. O que eles faziam antes para ganhar a vida? Se também era alguma atividade de rua, onde eles trabalhavam antes? Por que resolveram sair de lá?
  7. Se antes eles ganhavam a vida de outra forma, com um emprego formal, por exemplo, por que optaram por sair da “formalidade”? Quais foram os ganhos dessa escolha? E os prejuízos?
  8. O trabalho nas avenidas Pedro II e Carlos é a única ou a principal fonte de renda dessas pessoas? Se não, em quais outros lugares eles trabalham?
  9. Por que essas pessoas escolheram as avenidas Pedro II e Carlos Luz como local de trabalho? São locais interessantes, no sentido de gerar ganhos com as atividades de rua? Por quê?
  10. Como essas atividades são vistas pelas pessoas que costumam passar pelas avenidas? Existe algum tipo de preconceito? Se sim, qual?

Perguntas direcionadas:

Aos malabaristas:

  1. Qual é a história de vida das crianças e adolescentes malabaristas?
  2. Por que elas “trabalham” com os malabares na Avenida Carlos Luz?
  3. Onde estão seus pais e o que eles fazem da vida?

Aos flanelinhas:

  1. Quais são as características do trabalho do flanelinha?
  2. Como é a relação com os motoristas? Existem conflitos? Se sim, quais? Por quê?

Às prostitutas travestis:

  1. A que tipo de riscos elas estão expostas? Por quê?
  2. Alguma prostituta já sofreu  algum tipo de agressão em virtude do trabalho que o grupo pratica na avenida Dom Pedro II? Se sim, por quê?
  3. Quando foi o incidente? Quem era os envolvidos? Houve a apreensão e punição dos agressores?

Fontes:

1. Asstrav – Associação dos travestis e transexuais de Belo Horizonte

Contatos: (31) 3277 4128/ / gabsmdc@pbh.gov.br

Ou falar com Anit: 3278 2176

http://www.aids.gov.br/endereco/asstrav-associacao-dos-travesti-e-transexuais-de-bh

Endereço: Rua Paraíba, 29 – 6º andar. Santa Efigênia

2. Travestis, malabaristas e flanelinhas das avenidas Pedro II e Carlos Luz

O contato será feito diretamente no local. Os malabaristas encontram-se em frente ao McDonalds da Av. Carlos Luz no período da tarde até à noite. Já os flanelinhas trabalham no cruzamento das duas avenidas durante o dia. E as prostitutas travestis fazem ponto na Av. Pedro II, na altura dos números 1700 e 1600, a partir das 21h.

3. Walter Ernesto Ude, professor da FAE e pesquisador dos seguintes temas: trabalho infantil, infância, marginalização, escola e prevenção.

Contato: (31) 3409 5326

4. Motoristas que param no sinal e são abordados pelos flanelinhas e pelos malabaristas

O contato também será feito no local.

Recursos de linguagem:

  • Texto escrito
  • Vídeos da rotina dos trabalhadores de rua e/ou das entrevistas
  • Fotografias dos pontos onde eles trabalham
  • Imagens do Google Maps com a localização desses pontos de trabalho