Uma Análise sobre 13 Reasons Why e sua Repercussão

A Série

O suicídio é um assunto sério que é pouco discutido na sociedade. A negligência para esse assunto faz com que cada vez mais, não seja dada a devida atenção àqueles que tiram a própria vida, aumentando o número de suicídios silenciosamente a cada dia. As causas vão desde transtornos psicológicos como depressão, transtornos bipolares e esquizofrenia, até dificuldades emocionais, como bullying e exclusão social.

Nessa vertente, a série 13 Reasons Why, que foi uma produção independente da empresa Netflix, ganhou grande repercussão em redes socias. Essa série americana foi baseada no livro Thirteen Reasons Why, lançado em 2007 e escrito pelo autor Jay Asher. A produção tem como tema principal o suicídio de uma estudante do ensino médio, Hannah Baker, e tem como foco apresentar os motivos pelos quais ela cometeu o terrível ato.

A série começa e se desenvolve a partir do personagem Clay Jensen, colega de sala e de trabalho de Hannah Baker, que deixa uma caixa com fitas cassetes gravadas relatando os principais motivos pelos quais ela tirou sua própria vida. Ele encontra a caixa com 7 fitas, onde cada um dos lados relata um motivo -que é intitulado à uma pessoa- do porque ela tirou sua própria vida. Cada episódio é destinado à um dos “porquês” e ao longo da série os espectadores vão entendendo o que à levou a esse caminho sem volta.

A análise

Através da análise da página do Facebook do Centro de Valorização à Vida CVV, uma ONG que tem como objetivo ajudar as pessoas que estão passando por esse tipo de dificuldade e prevenir o suicídio, iremos observar o impacto gerado pela série uma vez que em todos os episódios o CVV é divulgado. Somado à página do CVV, observamos a página da revista Galileu que expôs seu ponto de vista através de matérias e capa da revista falando sobre o suicídio. Também analisamos a playlist #NãoSejaUmPorque criada pelo canal Netflix Brasil no Youtube, buscando entender a forma como o tema foi apresentado pela série e como o mesmo repercutiu entre os usuários dessas plataformas, buscando observar o engajamento dos mesmos com o tema abordado.

Como ferramentas para produzir tal análise, utilizamos o programa WordCloud, que a partir de uma lista de todos os comentários contabiliza as palavras mais ditas e cria uma nuvem de palavras e também o software Tableau, que nos permite criar gráficos pontuais e bem organizados. Ele é um software poderoso de organização e visualização de dados para construção de análises, que permite a criação de painéis interativos para exploração e análise dos dados de maneira simples e intuitiva.

Nesses softwares, utilizamos alguns dados que retiramos de diversas plataformas da internet, que não funciona mais, como um local exclusivo de navegação onde as pessoas apenas visitam seus sites favoritos para ver o que há de novo. O novo modelo web se tornou uma grande conexão global, onde as pessoas se comunicam de maneiras cada vez mais fáceis através das novas formas de comunicação. As redes sociais, desempenham um importante papel nessa relação entre os usuários dessa comunidade. Dentro das plataformas analisadas, Facebook e Youtube, existem inúmeras maneiras dos utilizadores se comunicarem e reagirem com o que estão vendo, diretamente na web.

Algumas dessas maneiras, que viraram febre desde o surgimento dessas plataformas são:

Likes e Dislikes: Presente tanto no Facebook quanto no Youtube, o Like é uma maneira dos usuários reagirem ao que estão tendo contato. Vídeos, posts, comentários, páginas e fotos são alguns dos exemplos de conteúdos que podem ser “Curtidos” pelos usuários das duas redes sociais. O Dislike existe apenas no Youtube, e é uma maneira de mostrar que o conteúdo de determinado vídeo não agradou determinada pessoa, que reagiu dessa maneira.

Comentários: Nas duas redes sociais, é possível deixar comentários nos conteúdos que são postados. Essa é uma forma das pessoas expressarem suas opiniões através de palavras, deixando escrita uma impressão sobre o que viram. Pelos comentários, também é possível “mencionar” outro usuário, para que este também veja o conteúdo apresentado.

Compartilhar: O botão de “compartilhar” é o maior alvo da maioria dos administradores de páginas da web. Esse recurso permite que um conteúdo postado por determinado canal, usuário ou página seja repostado na página de outra pessoa, o que aumenta as chances daquela informação chegar à mais pessoas dentro da rede.

Reações: Os botões de “reaction” surgiram como uma extensão do botão “curtir” do Facebook. São 5 reações (“amei”, “haha”, “uau”, “triste” e “Grr”) que servem principalmente para dar mais pessoalidade e possibilidades de engajamento ao público. Esses novos recursos são muito importantes para analisar exatamente as reações específicas das pessoas com um conteúdo postado.

Engajamento:
O engajamento é a junção de todas as ações possíveis dentro de um post dentro do facebook, ou seja, curtidas, reações, comentários e compartilhamentos.

Assim sendo, na construção dos gráficos e das análises quantitativas observamos dados ligados diretamente às plataformas analisadas. Dentre eles temos: Número de likes e dislikes, comentários, visualizações, reactions, conteúdo e data das postagens, páginas do facebook e canais/vídeos do youtube.

13 Reasons Why e a Repercussão na Página no Facebook do CVV e Galileu

A série 13 Reasons Why abriu espaço para discussão sobre bullying na adolescência, suicídio, estupro entre vários outros temas levantados na trama. Como era esperado, as redes sociais foram bombardeadas de opiniões e relatos sobre o assunto e inúmeras pessoas se posicionaram sobre a série. Em muitas situações o tema foi abordado com um posicionamento contraditório sobre a série, uma vez que alguns, mesmo concordando com o quão importante ele é, não concordaram com a forma no qual ele foi abordado. Por outro lado, a interação da página com os usuários é bem humanizada, por responder à muitos comentários, e sempre enfatizar as pessoas a ligarem para o CVV – Centro de Valorização da Vida (141) e tirando dúvidas quanto ao tema.

https://www.facebook.com/13ReasonsWhyBR/videos/1297925796927816/

https://www.facebook.com/13ReasonsWhyBR/videos/1295028327217563/

O CVV é uma ONG que realiza trabalhos de apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Ele foi fundado no dia 1 de março de 1962, mas muitas pessoas só passaram a conhecer e ter acesso ao centro a partir do ressurgimento do tema pela série e da divulgação do centro pelo Netflix e pelos espectadores da série. Ao analisar a página do centro, percebe-se o crescimento do engajamento na página do Facebook pelas postagens desde o lançamento da série.

https://public.tableau.com/profile/publish/engajamentoxsemanaspagCVV/Planilha1#!/publish-confirm Dados extraídos em 23/05/2017 às 9:51

 

Nota-se que antes da série ser lançada (Semana do dia 20 de março de 2017) a média de engagements era entre 1.000 e 1.500. Na semana de lançamento da série (dia 31 de março de 2017) houve um enorme crescimento de engagements, alcançando a média de 10.700 na semana do dia 17 de Abril. Isso aconteceu principalmente porque a ONG percebeu que a série estava entre um dos mais comentados assuntos do mês, e investiram em posts que tratam sobre o suicídio pelo olhar da série (usando personagens, matérias, vídeos etc). O gráfico abaixo mostra as principais postagens que citam 13 Reasons Why, e o número de engajamento reafirma o impacto gerado pela série.

1- Forma diferente de abordar o assunto, trazendo contato do CVV para quem precisar!(…)    Engajamento: 1.453

2- Uma série sobre o transbordamento, a urgente necessidade de comunicação(…)    Engajamento: 1.830

3- Precisamos conversar para compreender e ajudar!(…)    Engajamento: 2.145

4- O Blog do CVV traz uma perspectiva dos sentimentos de Hannah Baker, personagem da série “13 Reasons Why”, da Netflix.(…)    Engajamento: 1.336

5- Tratar o assunto com respeito e provocar reflexão sempre é positivo para evitarmos que mais pessoas queiram morrer.(…)    Engajamento: 1.313

(https://public.tableau.com/trusted/ZNxZboPeRRGaMsNb8_I1yw==:tGjO8BBA1F8G6VGpY1Nd3qfV?:redirUrl=%2Fprofile%2Fapi%2Fpublish%2FLivro6_8%2FPlanilha1) Dados extraídos em 23/05/2017 às 9:51

Outra página que utilizou a série e sua polêmica, foi a revista Galileu, que tem como tema de capa do mês de março Suicídio. Ela lançou uma matéria com o título: 3 razões para ver e outras 3 razões para não ver ‘13 Reasons Why’ (05/05/2017) que ilustra bem a opinião controversa dos espectadores da série. Pegando o pontos mais discutidos em redes sociais e condensando em uma postagem, a revista buscou opiniões de personalidades, pessoas públicas, psicólogos e psiquiatras para escrever essa matéria. Como pontos positivos para assistir a série eles apontaram a importância de abordar o tema e conscientizar as pessoas sobre o assunto, uma vez que a série abriu espaço para o debate e “ensinou” as pessoas a terem empatia com o próximo. Entretanto, a matéria também traz pontos negativos, psiquiatras apontaram que a série simplifica as causas do suicídio, ela não apresenta a personagem sofrendo um adoecimento mental (o que geralmente acontece em casos de suicídio) e a explicitude da cena onde Hannah tira sua vida é desnecessária.

https://public.tableau.com/profile/publish/Graf_1/Planilha1#!/publish-confirm
(Dados extraídos no dia 16/05/2017 à 8:34)

Esse texto foi postado duas vezes na página, a primeira vez foi um compartilhamento do próprio site da empresa com a seguinte legenda: “Série dividiu opiniões do público e de especialistas no assunto. Mas, afinal, você deve vê-la?” . A segunda postagem conteve um vídeo extraído da página oficial do 13 Reasons Why com a seguinte legenda: “A Netflix confirmou a segunda temporada de “13 Reasons Why”. A GALILEU conversou com especialistas e dá 3 razões para ver e outras 3 para não ver a série: https://glo.bo/2qQnURj “. Assim é possível observar que os dois posts tiveram um engajamento considerável, com o primeiro gerando uma discussão maior sobre o texto nos comentários e o segundo com um maior número de curtidas, provavelmente pelo compartilhamento de um vídeo e pela notícia da confirmação da segunda temporada.

13 Reasons Why #NãoSejaUmPorque

A página 13 Reasons Why no Facebook tem investido bastante em divulgação e ações para estimular o engajamento do público. Quando a série foi lançada, muitos espectadores passaram a usar a Hashtag #NãoSejaUmPorque visando enfatizar que qualquer um poderia estar “nas fitas”, e ninguém está livre da culpa. A repercussão foi maior do que a Netflix imaginava, e aproveitando tal engajamento a marca criou um site chamado “Não seja um Porquê” que tem o intuito de divulgar a série e instigar a pessoa a se reconhecer como um porquê independente do quão “simples” foram os seus atos, e divulgar para que outras pessoas mudem de atitude.

https://public.tableau.com/profile/gabriel.braga.de.lima.#!/vizhome/13ReasonsWhytrabalhofinal/Planilha1 (Dados extraídos no dia 16/05/2017, 9:01)

Seguindo a mesma linha de pensamento do site “Não seja um Porquê”, a Netflix em seu canal oficial do YouTube divulgou uma playlist chamada: #NãoSejaUmPorque – 13 Reasons Why. Nesta sequência de 6 vídeos, pessoas (famosas e desconhecidas) gravam um relato sobre o bullying que sofreram na infância, mas também mostrando que deram a volta por cima e hoje são pessoas bem sucedidas. O intuito do Netflix ao criar essa sequência de vídeos foi divulgar a série, mas principalmente se aproximar das pessoas que estão sofrendo com o bullying ou outro tipo de violência a agirem e não se deixarem abater (como Hannah fez na série), de forma a conscientizá-las e estimular a busca por ajuda. Todos os vídeos em sua descrição tem o site http://reasonswhy.com.br/ onde eles vincularam todos da série e também o número de apoio do CVV (tanto no site quanto na descrição do vídeo).
Quando extraímos os dados da playlist para análise em ordem cronológica, podemos observar que, os vídeos mais repercutidos são: O Introdutório (#NãoSejaUmPorque | 13 Reasons Why), o vídeo que apresenta a história do Hugo Gloss (Os porquês do Bruno \ 13 Reasons Why) e vídeo da @TaynaraOG (Os porquês da Taynara \ 13 Reasons Why). Isso aconteceu porque esses vídeos foram os mais divulgados, tanto pela página do Facebook (no caso do vídeo introdutório), quanto pelos perfis das personalidades apresentadas – Hugo Gloss e TaynaraOG-.

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Observando os comentários do vídeo de apresentação da playlist, é possível perceber que um espaço de “desabafo” e relatos pessoais foi criado na seção de comentários dos vídeos. As pessoas utilizam a plataforma como um meio para colocar depoimentos e relatar opiniões e experiências vividas por elas. Abaixo as principais palavras usadas nos comentários de todos os vídeos da playlist.

Essas palavras ilustram bem o conteúdo da maioria dos comentários, uma vez que a prevalência dos usuários que comentaram expuseram relatos sobre experiências pessoais. A associação da playlist com as palavras bullying, suicídio, dor, escolas, depressão, não etc se faz juz, uma vez que o conteúdo dos vídeos são dessa natureza.


No primeiro vídeo nos é apresentada Jaqueline, uma jornalista de 28 anos. Em seu relato ela conta que sofria bullying na escola por estar acima do peso. Sua principal memória é de seus colegas de sala criarem uma letra de funk a insultando e todas as pessoas cantarem. Ao contar para seus pais eles sempre perguntavam o que ela tinha feito, isentando a culpa dos colegas. Jaqueline incentiva em seu relato que as pessoas devem falar sempre a verdade se estiverem passando por situações parecidas e diz: “A maior alegria da minha vida hoje é ser exatamente quem eu sou” e reforça “eu posso ser o que eu quiser, eu posso ser tudo”.

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Nesse vídeo, os comentários variaram de relatos e vontades pessoais à opiniões sobre a ação da Netflix. Além disso, vendo alguns comentários, é possível afirmar que algumas pessoas reconhecem a importância de se falar no assunto abordado pela série, e que ele deveria ser trazido como algo de extrema importância nas escolas.

O segundo vídeo da série conta a história da Vaneza Oliveira, atualmente com 27 anos, e atriz da série do Netflix, “3%”. Ela sofreu preconceito racial em sua infância, por ser a única negra da sala, e em seu depoimento ela conta que foi chamada inúmeras vezes de macaca da sala, fedida entre outros xingamentos. “Se eu tivesse ouvido vocês, eu ainda ia achar que era normal, as piadas de macaco ou passar por mim e perguntar se eu não tinha tomado banho” diz a atriz. Ela conta que a cada ano a situação piorava e que tinha vergonha de comunicar a violência com seus pais ou responsáveis. A mudança veio quando ela percebeu que a vida não se restringia a escola e que ela era maior do que aquele meio. Ela se empoderou e aconselha as pessoas a nunca desistirem delas mesmas.

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Nesse vídeo, em específico, surgiram comentários relacionando a Vaneza Oliveira, que é atriz, com uma de suas personagens de uma série também produzida pela Netflix. Isso é importante para percebermos que o público que acompanha as séries e os programas realizados pela empresa também dialogam com ela em outras redes sociais.


O terceiro vídeo da série, apresenta a história de Bruno Rocha, 31 anos, jornalista, e que também é uma personalidade das redes sociais também mais conhecido como Hugo Gloss. Bruno conta que quando criança sofreu inúmeros ataques por ser negro, gay e gordo. Ele era chamado de mamão, e não entendia o porque, até perceber que era por ele ter “peito”, e diz até hoje ter “complexo de mamão”. Os colegas faziam piadas por ele usar relógio preto, já que ele não iria enxergar nada. Bruno diz: “É engraçado rir do coleguinha, né? Porque é muito fácil a gente sentar e falar do outro. Difícil é olhar pra si mesmo e dizer: o que eu sou? pra onde eu vou?” Ele completa o vídeo falando que sua percepção de vida mudou quando ele parou de se importar com a opinião alheia e passou a pensar e fazer coisas para o seu próprio bem. Atualmente Bruno Rocha é conhecido pelo seu nome artístico Hugo Gloss, ele é extremamente famoso no Brasil e um dos maiores jornalistas de entretenimento do país.

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Alguns comentários desse vídeo relacionaram o entrevistado (Bruno – Hugo Gloss) ao tema abordado pelo vídeo e pela série. Algumas pessoas falaram que era incoerente que ele estivesse falando sobre esse assunto, uma vez que ele é uma das pessoas que faz bullying e comentários desrespeitosos sobre outras pessoas.

No quarto vídeo, Catharina Fischer que tem 27 anos é chef de cozinha. Ela conta que sofreu bullying quando criança por não ser uma menina tão feminina como todos esperavam. Catharina começa presumindo que seus agressores provavelmente não possuem consciência do quanto eles à afetaram. Isso é o que mais acontece em casos de bullying e é muito retratado na série, os ofensores não imaginam o quão mal eles fazem para as vítimas. “Os meninos eram os mais cruéis, porque ao mesmo tempo que eles me viam como igual na quadra, eles não conseguiam levar isso também para a vida fora da quadra” a Chef relata. Ela também diz que por mais que as pessoas saibam que o bullying existe, elas não o reconhecem para que haja uma ajuda ou um acompanhamento. Apesar das dificuldades, Catharina conta que superou tudo o que aconteceu com ela, através do apoio de seus pais, e que hoje ela é muito feliz consigo mesma. No fim ela incentiva as pessoas que estão sofrendo com preconceitos, bullying, a persistirem porque no final tudo dá certo.

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Em relação aos comentários desse vídeo, algumas pessoas relacionaram a própria realidade à apresentada sobre Catharina. Comentários demonstrando apoio à ela e outros trazendo relatos que foram vividos pelas pessoas e que são semelhantes ao vivido pela entrevistada são os que mais chamam atenção.

O quinto e último vídeo da série, conta a história da Taynara Gomes, atualmente com 25 anos, advogada e blogueira. Em sua “fita” ela conta que sofreu preconceito regional por ter se mudado do Maranhão e portar um sotaque muito carregado. Ela conta que todos a julgavam por não ter nascido naquele estado e que eles a fizeram acreditar que ela não teria as mesmas oportunidades por ser nordestina. “Qualquer frase que eu dizia a turma toda repetia, e ai era motivo de risada né, pra muitos, só que pra mim muito constrangedor.” Por sofrer esse tipo de humilhação, Thaynara passou a confiar cada vez menos em si mesma e se fechar para o mundo. Ela diz que as coisas mudaram por seu esforço em provar para os outros que eles estavam errados e por ter buscado o amor em sua família. Hoje, Taynara trabalha como advogada, e também é uma influencer da internet, usando como instrumento principal sua fala e persuasão.

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Os comentários do vídeo, vão desde pessoas elogiando Thaynara até pessoas dando relatos sobre situações vividas que se assemelham com o que ela disse. Por ser uma pessoa conhecida na internet, Thaynara trouxe muita visualização e consequentemente engajamento para esse vídeo, de forma a fazer mais pessoas verem e comentarem o mesmo.

Conclusão

Com esse trabalho, podemos concluir que a série 13 Reasons Why, quebrou vários tabus impostos pela sociedade e abriu espaço para discussões importantes, como a prevenção do suicídio, bullying, depressão, etc. Ao abordar o tema, a série abriu espaço para uma discussão necessária, passou a divulgar o CVV e assim aumentou exponencialmente o número de pessoas que ligam e buscam ajuda.

Com a playlist #NãoSejaUmPorque do Youtube, pessoas passaram a se identificar com os porquês, e coisas que não mostram na série passam a ser exemplos de bullying e do que não fazer. Assim, ficou claro para o grupo que o assunto está sendo cada vez mais discutido e pessoas que precisam de ajuda estão sendo ajudadas. Somado à isso, também podemos observar que quem um dia praticou bullying, com o auxílio da série mudou de atitude, fazendo com que o bullying (principalmente na escola) diminua.

Equipe:

Gabriel Braga e Isabella Moreira