Verde concreto

#ensaioBH: Verde concreto

Há quinze anos atrás, Lagoa Santa era uma cidadezinha de interior. A vida passava tranquila e as crianças brincavam na rua. Poucos carros, muitas casas e no máximo meia dúzia de prédios de três andares.A proximidade com a capital trouxe o crescimento inevitável. O aeroporto de Confins, a linha verde, a Cidade Administrativa do Governo de Minas… De repente, a população começou a crescer em saltos e a especulação imobiliária chegou, sedenta.
E como o crescimento desordenado não se preocupa com o meio ambiente, cada vez mais o concreto vai ocupando as áreas verdes, empurrando a natureza para longe dos limites da cidade. Resolvi mostrar como a ocupação desenfreada de Lagoa Santa vem mudando os horizontes da cidade e escolhi o bairro Palmital como foco do ensaio. Uma região que até pouco tempo atrás era considerada rural, com fazendas, pastos e muito cerrado. A surpresa foi maior do que imaginava. A construção de diversos condomínios de prédios já aparece como um corte cinza no meio da paisagem.

Luiza Lambert

20 comments

  • marinanovais

    Bacana o ensaio! Especialmente a foto “a mancha cinza” me remete a essa urbanização louca que vai passando por cima das coisas. Imagino que daqui a algum tempo, não muito longe, se essa foto for feita novamente, sob a mesma perspectiva, o nome deva ser “mancha verde”.

  • Lucas Vitorino

    Muito bom o ensaio! Gostei particularmente da foto “montanha de concreto” que reforça essa ideia de “ocupação” em todo canto que a cidade impõe.

  • Ana França

    As interações entre a natureza e a cultura nunca se esgotam e devem sempre ser lembradas. A descrição poderia ser um pouco menos entregue ao espectador, um pouco menos explicativa.

  • Ana Luísa Mayrink

    O ensaio em questão traz a tona a velha discussão do ritmo de urbanização das cidades, relegando às plantas espaços confinados e dando a elas limite de crescimento. Interessante também como capturam um momento bastante específico e tem caráter de registro, já que com as possíveis expansões que a cidade sofrerá, o verde se tornará mais e mais raro,

  • Millenne Ferrante

    Essa foto é um registro muito bom sobre o avanço do urbano, que destrói o mato, sobe montanha e muda a paisagem completamente. Em alguns anos essas imagens serão da época em que Lagoa Santa estava em expansão e os espaços verdes serão ainda menores… Logo, poderia dizer que é um registro jornalístico também.

  • Lucas Rocha

    Ótimo e triste ensaio. Muito ruim ver a interferência do homem em cenários tão bonitos. Parabéns pelos ângulos que mostram bem a dizimação do verde e a dominação do cinza que além de tudo se multiplica igualmente.

  • Gabriel Amorim

    Ótimo ensaio. As temâticas entre os nossos trabalho dialogam muito bem, e achei muito interessante essa perspectiva de concretamento até mesmo da Grande BH. O desleixo com a natureza é gritante e desesperador.

  • Nicole Lima

    Cada vez mais sinto esse contraste entre cidade e natureza que foi apresentado nesse ensaio. Gostei das fotos pois elas demonstram como a cidade sufoca o que está à sua volta.

  • Maria Dulce Miranda

    Ótimo ensaio! Dá pra ver como a gente ocupa o espaço urbano e como o verde vai desaparecendo. Gosto de ver como as proporções foram trabalhadas. destaque para “construção”

  • Karine Silva

    É interessante pensar nesse processo de ocupação do ambiente pelo concreto e pelos homens. Gostaria de ver o mesmo espaço daqui a dez anos, e fazer uma comparação.

  • Carolina Resende

    Legal você falar desse processo de mudança, faz a gente lembrar que as cidades já foram mais verdes. Em Lagoa Santa ainda conseguimos ver muitas áreas verdes e aos poucos o cinza toma conta. Triste

  • Flávia Ruas

    Achei interessante o fato de que, como eu não conheço o lugar e não o vi anteriormente, o que me marcou nas fotos foi a presença de muito verde e de um espaço ainda pacato – talvez até por estar acostumada a observar os espaços urbanos centrais de Belo Horizonte. Nossas referências mudam tudo, não é mesmo?

  • Caio Santos

    Eu amei as fotos pelo próprio contradição em representar construções que, por natureza, tratam sobre o futuro, mas ainda preservam um olhar melancolico. Creio que isso ocorre pelo contraste entre o belo azul do céu e o cinza dos prédios.

  • Victor Cordeiro

    Falar de Belo Horizonte é falar também de sua região metropolitana. Por isso, o tema foi bem escolhido. As imagens mostram essa transição entre a serenidade do interior e a inquietude da capital.

  • liviaaraujo

    O contraste bem marcado nas cores das fotos fez com que realmente pudéssemos ver as manchas cinzas mencionadas pelo texto. Ângulos e objetos foram muito bem escolhidos para a temática e o nome do ensaio também ficou ótimo. Gostei bastante 🙂

  • Nathalia Tameirão

    As fotos traduzem muito bem o que é expresso no próprio título do post, a ocupação do espaço verde pelo caos urbano. O contraste e o ângulo das fotos foram muito bem escolhidos também.

  • Stella Nardy

    Você traduziu muito bem nas suas fotos esse encontro cada vez maior e inevitável do verde com o concreto. Não conheço Lagoa Santa, e as fotos vieram tanto como confirmações quanto como surpresa para alguns pré-conceitos que eu tinha. Gostei muito.

  • lylianegoulart

    O contraste existente entre o verde e o cinza, infelizmente não é algo que nos causa estranhamento. Atualmente o processo de urbanização tem contribuído para a destruição de nossas áreas verdes, assim acredito que este ensaio é literalmente um retrato da nossa realidade.

  • Luisa Lanna

    A ocupação das áreas verdes pelo concreto é visível na maioria dos espaços urbanos. Infelizmente essa conciliação, na maioria dos lugares, não consegue ser efetivada de forma ideal. Suas fotos mostram um pouco desse triste embate que chama a atenção para a necessidade de políticas de urbanização que saibam conviver melhor com o espaço verde ainda existente.

  • Davidson Leite

    Gosto muito de como o conflito cidade e natureza foi recortado no ensaio. O verde e o cinza estão pulsantes e super contrastantes. Ótimo material para alimentar o debate sobre o ritmo e a maneira como a urbanização se dá atualmente.

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *

WP-SpamFree by Pole Position Marketing